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Márcio Canella: quem é o deputado eleito com 197 mil votos preso pela PF no Rio?

Ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella foi preso em investigação sobre uso de postos de combustíveis para lavagem de dinheiro


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 15/10/2026 - 09:36

Márcio Canella: quem é o deputado eleito com 197 mil votos preso pela PF no Rio?
(Foto: Reprodução)

Márcio Canella (União Brasil) saiu das eleições deste ano como o segundo deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro, com 197.178 votos. Nesta quinta-feira (15), o ex-prefeito de Belford Roxo foi preso pela Polícia Federal durante a oitava fase da Operação Unha e Carne.

A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis. O ex-chefe da Polícia Civil fluminense, Marcus Amim, e outros quatro policiais civis também foram presos.

A assessoria de Canella informou que ainda não havia tido acesso aos autos.

Trajetória passa pela prefeitura e pela Assembleia

Antes de chegar à prefeitura de Belford Roxo, Canella foi vereador e exerceu mandatos na Assembleia Legislativa do Rio. Ele venceu a eleição municipal de 2024 e deixou a prefeitura neste ano. Inicialmente, pretendia disputar o Senado. O projeto tinha apoio de Flávio Bolsonaro, mas Canella acabou concorrendo novamente ao Legislativo estadual.

A eleição para deputado aconteceu depois de uma primeira prisão, em julho. Naquela ocasião, ele era alvo de buscas na Operação Unha e Carne quando agentes localizaram um fuzil em seu veículo.

Defesa contestou prisão anterior

Canella negou ser o proprietário do armamento encontrado em julho. Seus advogados afirmaram que o fuzil era legalizado e estava registrado em nome do policial militar que fazia sua segurança. Ele foi solto posteriormente.

Na nova fase, a operação voltou a alcançar o político e o ex-chefe da Polícia Civil. As prisões foram autorizadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A Polícia Civil afirmou que não compactua com desvios de conduta e que sua corregedoria acompanha a operação.

Postos estão no centro da apuração

A investigação aponta movimentações de R$ 7,6 bilhões em seis anos na rede investigada. O montante foi identificado em relatório de inteligência financeira do Coaf. Nesta quinta-feira, a ação inclui mandados de prisão e buscas em sete municípios. Também foram determinadas medidas sobre bens e valores e a suspensão das atividades de 112 empresas, majoritariamente postos de combustíveis.

Os investigadores apuram a participação de agentes públicos e a possível utilização dos estabelecimentos em um esquema de lavagem de dinheiro.

*Essa reportagem está sendo atualizada.

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