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Câncer de mama: 5 mitos que podem colocar a saúde das mulheres em risco

Doença deve registrar 78,6 mil novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028; informação confiável, mamografia e diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir mortes


Andréia Bahia Por Andréia Bahia em 19/10/2026 - 16:39

Câncer de mama: 5 mitos que podem colocar a saúde das mulheres em risco
Câncer de mama: 5 mitos que podem colocar a saúde das mulheres em risco

O câncer de mama continua sendo o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres brasileiras, excluídos os tumores de pele não melanoma. A estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) é de aproximadamente 78,6 mil novos casos por ano no Brasil no triênio 2026–2028, o equivalente a 71,57 casos para cada 100 mil mulheres.

O Dia Mundial de Combate ao Câncer de Mama, celebrado nesta segunda-feira (19), reforça a importância da informação baseada em evidências científicas, do diagnóstico precoce e do acesso aos serviços de saúde. Apesar dos avanços no tratamento, mitos sobre a doença ainda podem levar mulheres a adiar exames e consultas ou acreditar, equivocadamente, que não estão sujeitas ao risco.

Conhecer os fatores associados ao câncer de mama, reconhecer sinais de alerta e seguir as recomendações de rastreamento são medidas importantes para ampliar as possibilidades de diagnóstico em fases iniciais.

1. Câncer de mama é sempre hereditário? Mito

Ter casos de câncer de mama na família pode aumentar o risco da doença, mas a maioria dos diagnósticos não está relacionada a mutações genéticas hereditárias. Segundo as estimativas apresentadas pelo INCA, entre 90% e 95% dos casos não têm essa origem.

O desenvolvimento da doença está associado a diferentes fatores, como envelhecimento, alterações hormonais, histórico reprodutivo, condições ambientais e hábitos de vida. A idade é um dos fatores mais importantes: aproximadamente quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos.

Por isso, mulheres sem histórico familiar também precisam manter os cuidados com a saúde e seguir as orientações de rastreamento.

2. Conhecer o próprio corpo substitui a mamografia? Mito

Observar as mamas e conhecer suas características ajuda a identificar possíveis alterações, mas não substitui a mamografia. O exame pode detectar mudanças antes mesmo que sejam percebidas pelo toque, sendo uma ferramenta importante para o rastreamento da doença.

Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda a mamografia de rastreamento a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos.

Mulheres entre 40 e 49 anos e aquelas com mais de 74 anos também podem ter acesso ao exame pelo Sistema Único de Saúde (SUS), após orientação dos profissionais sobre benefícios e possíveis riscos.

Quando existem sinais ou sintomas suspeitos, a investigação diagnóstica pode ser indicada em qualquer idade, conforme avaliação profissional.

3. Quais sinais podem indicar câncer de mama?

Nem toda alteração nas mamas significa câncer, mas alguns sinais precisam ser avaliados por um profissional de saúde. Entre eles estão:

  • Caroço ou nódulo endurecido na mama, na axila ou próximo à clavícula;
  • Mudanças no formato ou no tamanho da mama;
  • Retração do mamilo;
  • Vermelhidão, espessamento da pele ou aspecto semelhante à casca de laranja;
  • Saída espontânea de líquido pelo mamilo, especialmente quando contém sangue.

Ao perceber qualquer uma dessas alterações, a recomendação é procurar uma unidade de saúde. Não é necessário esperar a próxima mamografia para buscar atendimento.

4. Hábitos saudáveis ajudam a prevenir a doença?

O câncer de mama não tem uma causa única. O risco envolve uma combinação de fatores biológicos, hormonais, reprodutivos, ambientais e comportamentais.

Entre os fatores associados ao aumento do risco estão o envelhecimento, a menopausa tardia, a obesidade, o consumo de bebidas alcoólicas, o sedentarismo e determinadas situações de exposição prolongada a hormônios.

Embora nem todos esses fatores possam ser modificados, algumas escolhas ajudam a reduzir o risco. A prática regular de atividade física, a alimentação equilibrada, o controle do peso e a redução do consumo de bebidas alcoólicas contribuem para a prevenção de diferentes doenças crônicas e podem diminuir a probabilidade de desenvolver determinados tipos de câncer.

Segundo estimativas de prevenção do câncer, cerca de 30% dos casos da doença, considerando diferentes tipos de câncer, podem ser evitados com medidas relacionadas ao estilo de vida. Isso não significa, porém, que hábitos saudáveis eliminem completamente o risco de câncer de mama.

5. O diagnóstico precoce faz diferença?

Sim. Identificar o câncer de mama em estágios iniciais amplia as possibilidades de tratamento e está associado a melhores resultados clínicos. Dependendo do caso, o diagnóstico precoce pode permitir tratamentos menos agressivos e aumentar as chances de sobrevida.

Por isso, é importante manter o acompanhamento de saúde conforme as recomendações para cada faixa etária e condição individual, além de procurar atendimento diante de alterações suspeitas.

Informação confiável também salva vidas

A circulação de conteúdos sobre saúde nas redes sociais e em aplicativos de mensagens facilita o acesso à informação, mas também favorece a disseminação de afirmações sem respaldo científico.

Para tomar decisões sobre prevenção, exames e tratamento, a recomendação é consultar fontes confiáveis, como o Instituto Nacional de Câncer (INCA), instituições de saúde e profissionais habilitados.

A combinação de informação de qualidade, acesso aos serviços de saúde e investigação adequada de alterações suspeitas é fundamental para ampliar as chances de diagnóstico precoce e reduzir a mortalidade por câncer de mama.

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