As negociações nacionais para reorganizar partidos que não superaram a cláusula de desempenho nas eleições deste ano podem alterar a composição de forças em Goiás. O Avante conversa com PRD e Solidariedade, já reunidos na Federação Renovação Solidária, enquanto o PDT discute uma aliança com o PSB e outras legendas. Nenhum acordo foi concluído.
A pressão vem do resultado das urnas. PDT, Avante e as federações PRD-Solidariedade e PSOL-Rede ficaram abaixo dos critérios exigidos para manter acesso regular ao Fundo Partidário e à propaganda partidária gratuita a partir de 2027. O formato jurídico das alianças ainda integra as discussões.
Em Goiânia, uma composição do Avante com PRD e Solidariedade colocaria no mesmo bloco o presidente eleito da Câmara, Thialu Guiotti (Avante), e os vereadores Ronilson Reis e Léo José, do Solidariedade, e Markim Goyá, do PRD. A articulação reuniria quatro parlamentares sob uma estrutura partidária comum.
O alcance das negociações também passa pela Assembleia Legislativa. PRD e Solidariedade elegeram Wagner Neto (SD), Anderson Teodoro (PRD), Alessandro Moreira (PRD) e Paulin Vai Nele (PRD). O Avante não apresentou chapa para deputado estadual neste ano.
PDT mantém mais de uma alternativa
No campo da esquerda, a aproximação entre PDT e PSB envolveria os partidos dos vereadores Juarez Lopes e Aava Santiago, presidente estadual dos socialistas. Os pedetistas, porém, mantêm conversas com outras legendas, sem exclusividade nas tratativas.
O presidente estadual do PDT, Leonardo Zumpichiatti, afirmou à Folha Z que a discussão é sobre federação. “Estamos estudando somente uma federação. Não há discussões sobre fusão ou incorporação”, declarou. Segundo ele, os próximos passos serão definidos após o segundo turno.
Aava também disse ao veículo que a prioridade é a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e que ainda não acompanha as negociações nacionais. O PDT tem convenção marcada para 27 de outubro, dois dias depois da votação presidencial, para discutir seu futuro.













