Central sindical brasileira manifesta solidariedade à paralisação global em mais de 100 portos e destaca caráter internacionalista da luta contra o genocídio na Palestina
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) manifestou apoio ao movimento internacional de trabalhadores portuários que decidiram barrar o transporte de armas utilizadas em guerras, incluindo carregamentos destinados a Israel. A entidade destacou a importância da mobilização dos trabalhadores no enfrentamento às guerras e reforçou a solidariedade ao povo palestino.
O posicionamento da CTB se soma à paralisação global convocada para esta sexta-feira (30/10), que reúne trabalhadores portuários de mais de 100 portos em cerca de 20 países. A ação foi articulada por sindicatos da Itália, França, Grécia, Espanha, Turquia e Marrocos, com apoio da Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes (ITF) e de mais de 25 entidades sindicais.
A mobilização tem como objetivo impedir que os portos sejam utilizados como rota para o transporte de equipamentos militares associados a violações contra civis. O movimento ocorre em meio ao aumento dos apelos internacionais para que os terminais marítimos não sirvam de infraestrutura logística para a guerra em Gaza.
A posição da CTB
A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil tem histórico de solidariedade à causa palestina. Em outubro, a entidade participou de uma mobilização global pela Palestina em São Paulo e reafirmou o compromisso com a luta internacionalista contra o imperialismo. Na ocasião, o secretário-adjunto de Políticas Sociais da CTB, Carlos Rogério Nunes, afirmou que a luta do povo palestino também é a luta do povo brasileiro e defendeu a ampliação da participação de sindicatos e movimentos sociais na causa.
A CTB também convocou suas entidades filiadas a intensificarem a participação nas mobilizações em defesa da Palestina e a fortalecerem a unidade em torno da defesa dos direitos humanos. A central já havia se posicionado publicamente contra o genocídio na Faixa de Gaza e contra os acordos militares entre o Brasil e Israel.
O contexto da paralisação
A greve portuária global contra o envio de armas a zonas de conflito foi confirmada por veículos internacionais como RRI, Wafa, New Arab e Anadolu. Segundo a ITF, os trabalhadores portuários prestam uma contribuição essencial à defesa da paz e à proteção dos direitos dos palestinos.
Lideranças sindicais palestinas classificaram a ação como um marco na história da solidariedade internacional. O secretário-geral da ITF, Stephen Cotton, afirmou que as resoluções da federação são claras sobre a necessidade de interromper o fluxo de armas utilizadas em violações do direito internacional humanitário.
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