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Fiocruz vê alta da covid grave em cinco UFs, mas incidência segue baixa em quatro

Boletim também aponta rinovírus como principal vírus entre os testes positivos para SRAG nas quatro semanas analisadas


Domingos Ketelbey Por Domingos Ketelbey em 08/11/2026 - 10:00

FioCruz registra alta da Covid em estados brasileiros (Foto: Tony Winston/ Agência Brasília)

O boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificou sinais de aumento de casos graves de covid-19 em Mato Grosso, no Distrito Federal, em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Nos quatro últimos locais, porém, a incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada à doença continua muito baixa.

A análise considera a semana epidemiológica de 25 a 31 de outubro. Em Mato Grosso, o coronavírus aparece associado ao crescimento dos registros de SRAG. O quadro nacional, contudo, não indica aumento generalizado: o boletim aponta queda dos casos no curto prazo e estabilidade ou oscilação na tendência de longo prazo.

Roraima, Sergipe e Santa Catarina registram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem tendência de crescimento no longo prazo. Entre as capitais, Aracaju e João Pessoa combinam nível elevado de atividade e sinal de alta sustentada.

Rinovírus lidera entre os resultados positivos

Nas quatro semanas epidemiológicas mais recentes, o rinovírus respondeu por 50,1% dos resultados positivos para vírus respiratórios entre pacientes com SRAG. A covid-19 representou 8,5%, o vírus sincicial respiratório (VSR), 10,1%, a influenza B, 4,7%, e a influenza A, 4,2%.

Entre os óbitos por SRAG com resultado positivo para vírus, a covid-19 correspondeu a 24,1% dos registros no período. O rinovírus respondeu por 43%; influenza B, por 12,7%; VSR, por 3,8%; e influenza A, por 1,3%. Os percentuais se referem aos casos positivos identificados, não à proporção de todas as infecções ou mortes no país.

Em 2026, foram notificados 171.369 casos de SRAG no Brasil. Desse total, 91.420 tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório, 62.823 foram negativos e ao menos 7.457 aguardavam resultado laboratorial.

A incidência da síndrome segue mais elevada entre crianças de até 2 anos. Já a mortalidade semanal média é maior entre pessoas com 65 anos ou mais, segundo a análise das últimas oito semanas epidemiológicas.

 

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