As quedas constantes de energia devem continuar acontecendo e são ocasionadas basicamente por dois fatores: o aumento no consumo, que chegou a alcançar 16% em algumas regiões de Goiás devido à onda de calor, e uma rede “extremamente degradada”, conforme definiu o presidente da Equatorial Goiás, Lener Jayme, em entrevista coletiva hoje.
“Estamos em fase de ajuste, vamos levar uns 60 dias para fazê-los, mas há a intermitência”, disse. Jayme explicou que as quedas registradas, especialmente no período da tarde, quando é mais quente, acontecem devido a desarmes feitos pela rede. “O sistema automaticamente reduz o impacto do acidente apenas para aquela área, impactando um número menor de clientes. A tendência de que os roteamentos continuem”, afirmou.
No caso de Goiás, o presidente da Equatorial aponta uma particularidade: 72% da rede são de circuitos monofásicos e a presença dos pivôs de irrigação, que consomem cargas elevadas de energia. “Nessa época de seca, eles têm de irrigar, logo quando temos uma demanda maior de carga”, reconheceu.
Especificamente sobre a crise atual, ele pontuou que é um problema nacional. Dados divulgados pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) mostram um aumento de 7% na carga em todo o país em virtude do calor. “É algo completamente inusitado. A rede é degradada, tem muita sobrecarga e é ela que faz acontecerem esses desarmes que estamos vendo”. Ele citou ainda problemas nas transmissoras.
“A rede é degradada, nós não vendemos ilusões, teremos dificuldades, os problemas ainda vão continuar ocorrendo por algum período, investimentos para expansão da rede para atender demanda reprimida enorme”, previu.
Grandes empresas
Lener Jayme fez um histórico da presença da Equatorial em Goiás e destacou os investimentos realizados, citando algumas das maiores empresas existentes no estado como beneficiadas. Ele lembrou que a Equatorial chegou a Goiás em 29 de dezembro de 2022. “Encontramos aqui uma rede extremamente degradada, que tinha 44% dos transformadores em sobrecarga, 72% dos circuitos monofásicos, 14% dos ativos completamente depreciados, ou seja, sucata, e começamos nossos trabalhos”, listou.
Ele destacou que apenas no primeiro semestre deste ano a empresa investiu R$ 1,380 bilhão. Trata-se de um investimento que não se via em distribuidora em tão curto espaço de tempo há muitos anos”, disse, citando grandes empresas, como Eurobike, Grupo Porsche, Grupo José Alves, produtores do Vale do Araguaia, distritos agroindustriais em Anápolis e Aparecida de Goiânia e região dos condomínios. “Precisamos avançar. E muito. Mas de forma gradativa”, anunciou.















