A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) divulga amanhã um livro que é resultado de 45 dias de encontros temáticos e webinares sobre a pauta ambiental realizados em dez regiões de Goiás, entre agosto e setembro de 2022. O livro recebeu o nome de “Diálogos Ambientais”. O lançamento da obra acontece no auditório do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, a partir das 13h30.
“‘Diálogos Ambientais’ se desenvolveu ao longo do ano de 2022 em todo o Estado, por meio da abertura de um amplo espaço de envolvimento das pessoas, em seus municípios, para aprofundarem o conhecimento em temas ligados ao meio ambiente e, ao mesmo tempo, colaborarem com suas percepções, dúvidas, inquietações e contribuições para o desenvolvimento da agenda”, explica a secretária Andréa Vulcanis.
A gerente de Desenvolvimento Sustentável e Educação Ambiental da Semad, Rúbia Santos, conta que quase duas mil pessoas registraram presença nos encontros e no ambiente virtual dos webinares, nos 45 dias do projeto (que recebeu o nome de ‘Goiás pelo Meio Ambiente’). A equipe da secretaria percorreu mais de 5 mil km nas visitas aos municípios-sede.
A versão final do livro propõe 20 diretrizes para o aperfeiçoamento da gestão do meio ambiente (a maioria no âmbito municipal):
1) Fornecer apoio técnico e financeiro para elaboração de planos e programas de redução de emissões de gases de efeito estufa e adaptação à mudança do clima.
2) Usar o monitor de queimadas da Semad e dados do Inpe para melhorar o combate aos incêndios florestais nos municípios.
3) Diagnosticar, em parceria com a Defesa Civil, áreas vulneráveis a eventos climáticos extremos.
4) Investir em infraestrutura para fomentar o pedestrianismo e o uso de meios de transporte alternativos.
5) Fomentar, de forma emergencial, programas municipais estratégicos de capacitação municipal em educação climática.
6) Avaliar áreas remanescentes e de recuperação natural de vegetação nativa para propor estratégias e medidas de proteção da fauna.
7) Avaliar a efetividade das unidades de conservação municipais.
8) Oferecer, principalmente aos proprietários de terra, cursos sobre recuperação e conservação de reservas legais e APPs.
9) Avaliar as formas de uso de APPs de margem de rios em municípios. Desocupação em áreas de ocupação irregular.
10) Fomentar a recuperação da vegetação em APPs e em áreas degradadas.
11) Incentivar empresas para reduzir e melhorar a qualidade de seus efluentes.
12) Fomentar o monitoramento municipal da qualidade de corpos d’água.
13) Implementar medidas estaduais mais efetivas de controle e autuação de infratores que poluem a água.
14) Incentivar a reestruturação do meio físico da calha e das margens de córregos e riachos.
15) Parcerias com iniciativa privada para financiar projetos de conservação e recuperação de recursos hídricos.
16) Implantar coleta seletiva como um primeiro passo para eliminar os lixões.
17) Manter na prefeitura cadastro dos catadores de resíduos e oferecer condições de trabalho.
18) Aproveitar resíduos que podem ser utilizados após passar pelos galpões de triagem.
19) Instituir, entre as políticas públicas, a prática permanente de retribuição por serviços ambientais (pagamento em dinheiro ou em prestação de serviços na propriedade).
20) Incentivar a utilização de instrumentos que podem aumentar os recursos para o meio ambiente.















