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Prefeitura de Goiânia fortalece ações preventivas e educativas da Rede de Proteção à Mulher

Trabalho inclui acolhimento, atendimento especializado, prevenção, orientação e encaminhamento. Mulheres contam com diferentes canais para denunciar situações de violência e buscar proteção


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 23/08/2026 - 12:55

proteção mulher Goiânia
Prefeitura de Goiânia fortalece a Rede de Proteção à Mulher com acolhimento, orientação, atendimento e canais de denúncia para garantir direitos e ampliar a proteção. (Fotos: Semasdh)

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), mantém uma rede de serviços voltada à proteção, acolhimento, orientação e garantia de direitos das mulheres. A atuação consiste em ações de prevenção à violência, atendimento especializado, acompanhamento e encaminhamento para os serviços da rede pública, de acordo com as necessidades de cada mulher.

A Rede de Proteção à Mulher é um dos principais instrumentos do município para oferecer suporte em situação de violência ou vulnerabilidade. O atendimento busca proporcionar escuta qualificada, acolhimento humanizado e orientação sobre direitos e sobre os caminhos disponíveis para acesso à proteção e aos serviços públicos. O trabalho da Semasdh envolve diferentes frentes de atuação, desde ações preventivas e educativas até o atendimento de mulheres que vivenciam situações de violência.

Prevenção da violência

A secretaria tem diversas frentes de atuação para fortalecer políticas públicas permanente de proteção, autonomia e cidadania feminina:

  • Cine Mulheres utiliza filmes, documentários e curtas-metragens para promover informação, reflexão e debates sobre temas relacionados às mulheres. 
  • Mulher em Movimento oferece cursos, oficinas e capacitações que contribuem para a qualificação e a autonomia das participantes. 
  • Florescer Mulher promove acolhimento e cuidado, incluindo a entrega de perucas para mulheres acometidas por câncer ou alopecia, contribuindo para a autoestima e o bem-estar.
  • Vozes em Diálogo promove rodas de conversa, escuta e orientação sobre direitos, prevenção da violência, cidadania e acesso às políticas públicas.

A pasta também realiza campanhas educativas, ações itinerantes, mutirões, palestras, conferências e capacitações para levar informação para diferentes espaços e públicos de Goiânia, além de participar da construção do Plano Municipal de Políticas para as Mulheres.

Atendimento individualizado

Cada mulher possui uma história e uma necessidade diferente. Por isso, o atendimento da rede busca compreender a situação apresentada e oferecer a orientação adequada. A partir da escuta, podem ser realizados encaminhamentos para serviços de assistência social, saúde, segurança pública, orientação jurídica e demais equipamentos da rede de proteção. 

A integração entre os serviços é fundamental para garantir que a mulher receba orientação e acompanhamento conforme a necessidade apresentada. A atuação contempla ações voltadas à autonomia e à garantia de direitos, contribuindo para que as mulheres tenham acesso às políticas públicas e possam fortalecer sua independência e sua capacidade de tomar decisões sobre a própria vida.

Como denunciar 

Em casos de violência, é importante buscar ajuda e utilizar os canais oficiais disponíveis. A denúncia pode ser feita mesmo quando a mulher ainda não se sente preparada para registrar uma ocorrência policial, buscando inicialmente orientação sobre seus direitos e sobre os serviços de proteção.

  • O Ligue 180 é a Central de Atendimento à Mulher. O serviço é gratuito e oferece orientação sobre direitos, informações sobre os serviços disponíveis e recebe denúncias de violência contra as mulheres.
  • Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo telefone 190.
  • Em Goiânia, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) pode ser acionada pelo 153. O município também disponibiliza o Disque-Denúncia 181 para denúncias de crimes.
  • As mulheres também podem procurar presencialmente uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) para registrar ocorrência e buscar as providências previstas em lei. Caso não exista uma DEAM disponível, a ocorrência também pode ser registrada em outras unidades da Polícia Civil.
  • Além dos canais de segurança e denúncia, a mulher pode procurar os serviços da Rede de Proteção à Mulher, onde poderá receber acolhimento, orientação, atendimento e encaminhamento para os serviços adequados.

 Semasdh promove roda de conversa sobre violência contra a mulher com comunidade indígena migrante Warao

A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), promoveu, na quarta-feira (19/8), uma roda de conversa com integrantes da comunidade indígena migrante Warao, formada por migrantes venezuelanos. O mês Agosto Lilás é dedicado à conscientização, prevenção e enfrentamento da violência contra as mulheres. 

O encontro reuniu cerca de 40 integrantes da comunidade, entre mulheres, homens, crianças e adolescentes, na sede da Semasdh. A iniciativa teve como objetivo ampliar o acesso das mulheres indígenas migrantes à informação, aos direitos e aos serviços que integram a rede brasileira de proteção às mulheres em situação de violência.

Durante a roda de conversa, foram abordados os diferentes tipos de violência previstos na legislação, incluindo violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. A atividade também buscou apresentar situações que podem ocorrer no cotidiano familiar e comunitário, contribuindo para que os participantes reconheçam sinais de violência e saibam onde procurar ajuda.

As mulheres receberam orientações sobre os caminhos para buscar atendimento e proteção em Goiânia, com informações sobre canais de denúncia, delegacias especializadas, serviços de saúde, assistência social, acolhimento institucional e demais equipamentos da rede de proteção. A proposta foi aproximar os serviços públicos da comunidade e facilitar o acesso às políticas públicas.

O Centro de Saúde da Família do Norte Ferroviário também participou da ação, oferecendo orientações relacionadas à saúde e ao acesso da comunidade aos serviços da rede municipal.

A realização da roda de conversa considerou as especificidades vivenciadas pela comunidade Warao no contexto migratório. Barreiras linguísticas, culturais, documentais e de acesso à informação podem dificultar o reconhecimento de situações de violência e a busca por atendimento. Por isso, aproximar os serviços públicos da comunidade é uma estratégia importante para ampliar o acesso aos direitos.

A atividade integra a programação do Agosto Lilás, período dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra as mulheres. Ao longo do mês, a Prefeitura de Goiânia, por meio da Semasdh, desenvolve ações educativas, rodas de conversa, orientações e atividades de mobilização para ampliar o conhecimento sobre os direitos das mulheres e os caminhos para buscar proteção, garantir que informação, acolhimento e acesso aos direitos cheguem também às comunidades migrantes e indígenas, fortalecendo a proteção social e o enfrentamento à violência contra as mulheres.

Redação Tribuna do Planalto

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