O ex-senador e procurador de Justiça aposentado Demóstenes Torres voltou aos holofotes em Brasília nesta terça-feira (25/3), no julgamento do núcleo militar envolvido na denúncia de diversos crimes relacionados à tentativa de golpe de estado pelo Supremo Tribunal Federal. Cassado pelo Senado Federal em 2012 por quebra de decoro parlamentar, o goiano faz a defesa do almirante e ex-comandante da Marinha Almir Garnier Santos, um dos oito denunciados que podem se tornar réus pela tentativa de golpe.
Demóstenes pediu a rejeição da denúncia e alegou que não há provas da participação do ex-comandante da Marinha que possam torná-lo réu. Alegou ainda não há provas de que Garnier tenha participado dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
“A denúncia é inepta. Não menciona de que forma o almirante Garnier contribuiu para os atos de 8 de janeiro de 2023. Estamos pedindo a rejeição da denúncia por falta de justa causa. Contra o almirante Garnier só há invencionice”, afirmou o advogado, conforme a revista Veja. Demóstenes sustentou, ainda, que foram analisados mais de 250 milhões de áudios e mensagens pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal. “Nenhum foi enviado ou recebido pelo comandante Garnier”, asseverou o advogado.
Cassação
Demóstenes foi cassado pelo Senado Federal em 2012, sob acusação de mentir sobre suas relações com o bicheiro Carlos Cachoeira e de usar o cargo para beneficiar o empresário, que na época estava preso por suspeita de liderar um esquema de corrupção. Cachoeira posteriormente foi condenado pela justiça.
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