Mesmo com a tendência de queda nos casos de SRAG no cenário nacional, Goiás ainda enfrenta um cenário de atenção. Segundo o boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (10), o estado mantém níveis elevados de hospitalizações, especialmente entre crianças pequenas infectadas por VSR (Vírus Sincicial Respiratório) e idosos com influenza A.
Goiânia está entre as 20 capitais brasileiras que permanecem com níveis de alerta para a síndrome respiratória. Embora haja sinais de estabilização, os indicadores mostram que o vírus ainda circula com intensidade, exigindo medidas preventivas contínuas por parte da população e do poder público.
A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, alerta que, apesar da redução nacional, há crescimento pontual em determinadas faixas etárias. “Ainda há registros elevados em muitos estados, e é fundamental manter a vacinação em dia, usar máscara em ambientes fechados e adotar cuidados básicos ao apresentar sintomas gripais”, disse.
Desde o início de 2025, foram registrados mais de 126 mil casos de SRAG no Brasil, sendo 52,5% com confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. Entre os casos positivos, 45,8% são de VSR, 26,8% de influenza A e 7,6% de Covid-19. Esses números mostram que, embora o pico esteja passando, a situação segue crítica em estados como Goiás.
Além da capital, municípios do entorno também precisam manter a vigilância. A Secretaria Estadual de Saúde deve intensificar ações de prevenção e reforçar campanhas de vacinação, principalmente em regiões com maior vulnerabilidade. O uso de máscara em unidades de saúde e locais com aglomeração continua sendo uma das principais recomendações para frear a transmissão da doença.















