Um bebê de três meses e três adolescentes, de 12, 14 e 17 anos, foram resgatados na tarde desta segunda-feira (6) em uma residência na região leste de Aparecida de Goiânia, onde viviam em situação de maus-tratos, cárcere privado e abandono. Um casal foi preso em flagrante e encaminhado à Central Geral de Flagrantes, onde permaneceu à disposição da Polícia Civil. A ação mobilizou equipes da Guarda Civil Municipal (GCM), do Conselho Tutelar, da Secretaria Municipal de Assistência Social, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da rede pública de saúde.
De acordo com as equipes que atenderam a ocorrência, os adolescentes viviam em condições precárias e insalubres. Dois deles foram encontrados trancados em um quarto sem janelas, sendo necessário arrombar a porta para realizar o resgate. Conforme o registro da ocorrência, o adolescente de 14 anos é diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA) e recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Há indícios de que os recursos destinados ao jovem estariam sendo utilizados indevidamente pelos responsáveis.
Ainda segundo a ocorrência, a residência não possuía alimentos suficientes e as vítimas apresentavam sinais aparentes de desnutrição e abandono. O Samu prestou os primeiros atendimentos no local e, após avaliação médica, os três adolescentes permaneceram internados devido ao quadro de desnutrição. O bebê também foi atendido e, posteriormente, encaminhado à rede de proteção.
Após o resgate, o bebê e os adolescentes foram acolhidos em unidades de proteção do município, onde passaram a receber acompanhamento social, psicológico e atendimento médico especializado. Os responsáveis foram autuados em flagrante pelos crimes de cárcere privado, maus-tratos contra menores de 14 anos e apropriação de benefício de pessoa com deficiência. Depois dos procedimentos legais e dos exames periciais, ambos foram encaminhados à Central Geral de Flagrantes. O caso será investigado pela Polícia Civil.
A rede de proteção à criança e ao adolescente segue acompanhando a situação para garantir o atendimento integral às vítimas e assegurar os direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
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