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Os caminhos de Zé Mário após Luiz do Carmo ser escolhido vice de Daniel Vilela

PRTB oferece comando estadual, avalia tese jurídica para uma candidatura em 2026 e pode apresentar líder do agro como opção para vice de Marconi


Domingos Ketelbey Por Domingos Ketelbey em 05/08/2026 - 11:04

Zé Mário era cotado para a vice de Daniel (Foto: Divulgação)

A escolha de Luiz do Carmo para a vice do governador Daniel Vilela (MDB) abriu um novo tabuleiro para Zé Mário Schreiner. Preterido na chapa governista, o ex-presidente da Faeg recebeu do PRTB propostas para assumir o comando estadual da legenda em um projeto de longo prazo.

O convite foi confirmado ao colunista da Tribuna do Planalto, Domingos Ketelbey, pelo secretário-geral nacional do PRTB, Rodney Miranda. Segundo ele, o partido está disposto a discutir com Zé Mário uma candidatura ao governo ou outra posição na chapa majoritária.

“Estou conversando com o Zé Mário sobre a possibilidade de governo, ou o que ele quiser, de vir trabalhar com a gente. Ainda não tive nenhuma resposta”, afirmou.

O primeiro caminho envolveria uma batalha na Justiça Eleitoral. Zé Mário não está filiado ao PRTB e o prazo regular para filiação de candidatos terminou em 4 de abril, seis meses antes da votação.

Rodney sustenta, contudo, que a disputa judicial enfrentada pelo partido e o atraso na atualização da direção partidária criaram uma situação excepcional. Segundo ele, as conversas com Zé Mário começaram antes do fim do prazo e poderiam servir de base para um pedido de reconhecimento da filiação.

A tese não assegura a candidatura. O PRTB teria de demonstrar que a filiação ocorreu dentro do prazo e deixou de ser registrada por fatores alheios à vontade do partido e do interessado. Uma simples conversa anterior ou manifestação de interesse pode não ser suficiente.

Há ainda outro desenho em discussão. O PRTB também teria aberto conversas com o ex-governador Marconi Perillo e poderia apresentar Zé Mário como opção para a vice na chapa tucana. Caso não avance juridicamente, ele poderia indicar o nome para o ex-governador.

A composição permitiria a Zé Mário permanecer na disputa majoritária e daria a Marconi um nome com trânsito no agronegócio. A eventual aliança, porém, também dependeria da superação do problema partidário e da concordância do ex-presidente da Faeg.

O segundo caminho oferecido pelo PRTB não depende necessariamente de uma candidatura imediata. Rodney colocou à disposição de Zé Mário a presidência estadual do partido, com autonomia para reorganizar a legenda em Goiás.

“Se ele não quiser concorrer, o partido está aberto. Tanto o Leonardo quanto eu já deixamos isso muito claro. A gente sai e deixa o partido com ele aqui”, declarou. Mas há vida fora do PRTB: Zé Mário também recebeu telefonemas do senador Wilder Morais e da advogada Ana Paula Rezende, candidata a vice na chapa do PL. 

Zé Mário também pode permanecer no grupo governista, mesmo sem participar da chapa de Daniel. Pessoas próximas afirmam que ele acompanha os movimentos com serenidade e ainda não comunicou uma decisão sobre o futuro. Uma coisa é certa: ele não vai para a disputa a Câmara dos Deputados, no PSD.

 

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