A Polícia Federal (PF), por meio do Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), está engajada na Campanha Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas, lançada nesta segunda-feira (5) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O objetivo principal é estimular a coleta de material genético de familiares de pessoas desaparecidas para cruzamento com dados nacionais e internacionais.
Desde a criação da seção de desaparecidos do BNPG, em 7 de maio de 2019, 44 vínculos genéticos entre restos mortais e familiares foram identificados. Somente com a campanha de 2024, 13 novos vínculos foram confirmados — resultado da comparação de DNA de parentes com perfis genéticos de pessoas não identificadas.
A campanha também conta com apoio dos bancos estaduais e do Distrito Federal, cujos resultados são consolidados pelo Ministério da Justiça por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública.
DNA em escala global
A atuação da PF ultrapassa fronteiras. Com apoio dos escritórios da Interpol no Brasil, foram coletadas amostras genéticas de 61 familiares de brasileiros desaparecidos no exterior que constam na lista de Difusão Amarela — ferramenta internacional usada para busca de pessoas desaparecidas.
Esses dados passaram a compor o sistema i-Familia, da Interpol, que realiza cruzamentos genéticos em escala global. Atualmente, o Brasil lidera o fornecimento de informações genéticas para a base da Interpol, com mais de 11 mil perfis de restos mortais não identificados, o que também ajuda estrangeiros na busca por familiares desaparecidos em território brasileiro.
Como participar da campanha
Familiares de desaparecidos que desejam contribuir com o banco genético podem acessar as orientações no site da mobilização nacional:
🔗 Campanha Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas













