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Vereadores sugerem impor a Mabel teto de 10% para remanejamento orçamentário em 2026

A redução da liberdade orçamentária já era tratada nos bastidores, e agora começa a ser mencionada publicamente 


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 13/08/2025 - 10:55

No primeiro ano do governo, Mabel articulou 50% de remanejamento com argumento de reorganização da máqiuina (Foto: Divulgação)

Vereadores independentes defenderam nesta quarta-feira (13) a redução de 50% para 10% do percentual de remanejamento do orçamento que poderá ser autorizado ao prefeito Sandro Mabel (UB) no exercício de 2026, durante a apreciação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). O projeto foi lido em plenário nesta terça-feira (12), e vai tramitar na Casa nas próximas semanas. O movimento visa reduzir o patamar garantido no primeiro ano da gestão de Sandro Mabel.

Atualmente, a Prefeitura propõe manter o teto de 50% para o remanejamento de recursos. Para Coronel Urzêda (PL), a maior parte do orçamento está comprometida com folha de pagamento (52%), saúde (25%) e educação (15%), deixando pouco espaço para remanejamentos elevados. Ele afirmou que manterá sua posição e rejeitou negociações políticas.

Major Vitor Hugo (PL) também apoiou a proposta, considerando 10% um percentual adequado e rejeitando a possibilidade de 50%. Outros vereadores defendem que um percentual alto esvazia o papel fiscalizador da Câmara.

O debate ocorreu um dia após a Mesa Diretora ter lido o requerimento para instalação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Limpeza Urbana, protocolado pelo vereador Cabo Senna (PRD). O documento ainda precisa ser submetido a votação.

Momento político

Durante a sessão, Urzêda defendeu o líder do governo na Câmara, Igor Franco (MDB), que assinou o requerimento da CEI e é visto como articulador da iniciativa. Franco, que tem se desgastado politicamente com o prefeito, agradeceu o apoio e destacou a importância da base aliada para a governabilidade, reforçando a manutenção dos vetos do prefeito.

A instalação da CEI é vista como instrumento de pressão política, mas é defendida por parlamentares como instrumento de fiscalização sobre o contrato com a empresa Limpa Gyn.

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