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PGM questiona Saúde por omitir cautelar do TCM em contrato de R$ 107 milhões

Procuradoria informa que defesas dependem das informações enviadas pelas secretarias, apontando falha de comunicação interna


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 26/08/2025 - 11:05

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PGM cobra explicações da Saúde por omissão em contestação de contrato de R$ 107 milhões (Foto: Divulgação)

A Procuradoria-Geral do Município de Goiânia (PGM) enviou, em 18 de agosto, ofício à Secretaria Municipal de Saúde (SMS) solicitando esclarecimentos sobre a omissão da pasta sobre a existência de medida cautelar do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-GO). A decisão do Tribunal vedava pagamentos à Construtora Porto S/A, o que não foi apontado pela PGM em contestação de cobrança judicial de uma dívida de R$ 8,09 milhões, referentes a manutenção e reforma de unidades de saúde da capital nos meses de outubro e novembro de 2024.

A PGM afirma que tomou conhecimento da situação após a sentença, proferida em 28 de julho. No dia 11 de agosto, a Tribuna do Planalto questionou o órgão sobre a ausência de menção à medida cautelar do Tribunal de Contas dos Municípios de Goiás na contestação apresentada à Justiça.

Em resposta à reportagem, o Gabinete do Procurador-Geral informou que “elabora as defesas com base nos subsídios enviados pelas secretarias” e que autuou processo visando obter as informações necessárias, “considerando que (como) a Secretaria Municipal de Saúde não forneceu informações sobre a decisão da cautelar, não foi possível alegá-la em contestação”.

A Secretaria Municipal de Saúde teria até esta segunda-feira (25) para responder ao ofício da Procuradoria, mas não enviou nenhum documento no âmbito do processo público aberto pela PGM.  No entanto, a Procuradoria recorreu da decisão por meio de embargos de declaração impetrados na terça-feira (19) para não perder o prazo legal.

Já na quarta-feira (20), o TCM-GO revogou a medida cautelar, a partir do relatório do conselheiro Daniel Goulart em embargos de declaração impetrados pela empresa ao relatório do conselheiro substituto Laécio Amaral.

A defesa da construtora informou ao Tribunal de Contas que a revogação não significa que o contrato será retomado. A empresa afirma que houve distrato e a atual gestão, do prefeito Sandro Mabel (UB), não pretende dar seguimento à execução do contrato.

A reportagem questionou a SMS sobre a omissão e se a pasta pretende dar sequência ao contrato, mas não houve resposta até a publicação desta matéria.

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https://tribunadoplanalto.com.br/tcm-revoga-suspensao-de-contrato-de-r-107-milhoes-da-saude-de-goiania/

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