O PL perdeu mais um prefeito eleito em 2024 para a base do governador Ronaldo Caiado; em uma nova investida da base, o prefeito de São Miguel do Araguaia, Jerônymo Siqueira, oficializou sua filiação ao MDB. Dos 26 prefeitos eleitos em 2024 pelo PL, sete já se renderam ao assédio do Palácio das Esmeraldas, sendo que seis migraram para o UB: Jacó Rotta de Cabeceiras; Dr. Luís Otávio, de Cristalina; Simone Ribeiro, de Formosa; Wivviane Duarte, de Gameleira de Goiás; Tiagão,de Pilar de Goiás; e Dr. Victor, prefeito de Santa Fé de Goiás. A saída desses seis gestores ocorreu após encontros com o governador Ronaldo Caiado nos dias 10 e 11 de março de 2025. À época, coube a Gracinha Caiado defender uma aliança do PL, e em junho, foi a vez do próprio Ronaldo Caiado anunciar seu interesse na aliança.Essa movimentação esfriou o processo de esvaziamento do PL em Goiás, e o pano de fundo seria o acordo de o PL de não levar a Brasília o processo de inelegibilidade de Caiado e Sandro Mabel. Mas parece que a trégua foi interrompida e a campanha de cooptação de prefeitos retomada. Essas migrações também revelam insatisfação com a liderança do PL em Goiás, sob o comando do senador Wilder Morais

Ponte entre o PL e a base de Ronaldo Caiado,o vereador Major Vitor Hugo foi escanteado no partido. Esta semana ele assumiu a liderança da bancada na Câmara Municipal de Goiânia no lugar de Willian Veloso.
- A última pesquisa de intenção de votos, que colocou Marconi Perillo em segundo lugar, animou o presidente do PSDB, que marcou um evento em Goiânia para comemorar 30 anos de filiação
- O presidente do diretório municipal do PSDB, Matheus Ribeiro, disse estar afastado das movimentações políticas no momento, dedicando-se exclusivamente ao seu canal jornalismo
- A oposição também tem dificuldades de união em Goiás. Ribeiro diz que o PSDB lidera a oposição em Goiás e que é improvável uma aliança com o PT nesse campo em razão de o partido também ser oposição à legenda.
Promessa quebrada
Da parte do prefeito Sandro Mabel (UB), houve o compromisso com o PL, também em razão do acordo para paralisar o processo de inelegibilidade, de definir uma secretaria para o partido. A conversa esfriou e, tratam como pouco provável que o partido aceite o espaço em contexto da CEI da limpeza urbana. “Não tem a menor possibilidade de aceitarmos uma secretária”, garantiu William Veloso em entrevista coletiva, ao ser confirmado relator da CEI na reunião desta sexta-feira (5).
Demóstenes no páreo
Pesquisas internas apontam que Demóstenes Torres é o segundo em preferência de votos entre os liberais. O primeiro é Gustavo Gayer, que pode se tornar inelegível em razão de processo movido por Vanderlan Cardoso no STF, e o terceiro, o deputado Zacharias Calil. Informações dão conta que Jair Bolsonaro já se comprometeu com a candidatura de Demóstenes ao Senado, única condição que ele impôs para se candidatar.
Carbono oculto e silente
A deputada estadual Bia de Lima (PT) criticou o silêncio dos parlamentares goianos em relação à operação Carbono Oculto, que investiga a participação do PCC em atividades econômicas em vários estados, inclusive em Goiás. Segundo ela, quando o crime envolve grandes, poderosos e políticos, “aí é um silêncio, uma tentativa de abafar, ninguém fala nada”.
Usina goiana no esquema
Em Goiás, o esquema envolve 28 postos de gasolina, conforme a investigação do Ministério Público, além da empresa Goiás Bioenergia, inaugurada em junho deste ano no município de Porteirão. As usinas de açúcar e etanol citadas processam, ao todo, 12,75 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, sendo a Goiás Bioenergia responsável por 1,5 milhão de toneladas.
Investimento estatal
À época da instalação no Estado, o presidente da empresa, Marcio Barbero, afirmou que os incentivos foram fundamentais para escolher Goiás para realizar o investimento. “O governo oferece diversos incentivos que estamos usufruindo, como o Programa Produzir, além de recursos a partir do FCO (Fundo Constitucional do Centro-Oeste).”
Situação e oposição unidas em Anápolis
Se existe um ponto em comum que une situação e oposição em Anápolis, ele atende pelo nome Urban. A concessionária responsável pelo transporte coletivo tem conseguido algo raro na política: colocar governo e adversários no mesmo lado, ainda que seja no da indignação.
Na semana passada, um episódio chamou atenção. A empresa conseguiu uma liminar que autorizava a passagem a R$ 8,20. A medida, que depois caiu, soou como provocação em uma cidade que já amarga a tarifa mais cara de Goiás: R$ 6 no dinheiro e R$ 5,25 no cartão eletrônico. Para efeito de comparação, em Goiânia e região metropolitana, o valor é de R$ 4,30.
O prefeito Márcio Corrêa (PL) não hesitou em afirmar que não descarta romper o contrato e buscar uma nova prestadora de serviço. Na Câmara, o coro foi uníssono. Oposição e base se alinharam: Domingos Paula (PDT) e Rimet Jules (PT) engrossaram as críticas, Wederson Lopes (União) convocou a Urban para dar explicações e João da Luz (Cidadania) protocolou até pedido de abertura de uma CEI.
Mais crítica do que parece
O problema, no entanto, vai além da tentativa de aumento da tarifa. A Urban enfrenta também a iminência de uma greve caso não cumpra o reajuste salarial de 5,2% acordado com o Tribunal Regional do Trabalho ainda para este mês.Para evitar um colapso imediato, o prefeito enviou projeto de subsídio de R$ 687.936,15. Uma medida emergencial, mas insuficiente: é paliativa e não resolve a insatisfação acumulada de usuários e trabalhadores.
O gol de Daniel Vilela
Enquanto isso, em outra frente, o vice-governador Daniel Vilela (MDB) tem na crise a chance de marcar um gol político. Pré-candidato ao governo e prestes a assumir o cargo durante a licença de Ronaldo Caiado, Vilela tem se empenhado pessoalmente em articular a isenção do ICMS do diesel para o transporte em Anápolis, nos moldes do que já ocorre na região metropolitana.Se a iniciativa prosperar, o vice poderá apresentar à população um alívio imediato no preço das passagens e, de quebra, consolidar sua imagem como gestor capaz de oferecer soluções práticas a problemas históricos da cidade.
Quebec na berlinda
Se o transporte coletivo já colocou a Urban na linha de tiro da opinião pública e dos vereadores, outra concessionária também entrou para a pauta das críticas: a Quebec Ambiental, responsável pela limpeza urbana de Anápolis. A empresa tem sido alvo de reclamações constantes por atrasos na coleta de lixo e falhas no cumprimento das rotas. Pressionada, a direção da Quebec se reuniu com a presidente da Câmara, Andreia Rezende (Avante), e apresentou um pacote de medidas que soaram mais como resposta emergencial do que plano de longo prazo.Entre as novidades, a criação de um canal de denúncias para que a população registre falhas e a promessa de um sistema de monitoramento que inclui chip, GPS e câmeras traseiras nos caminhões, permitindo acompanhar em tempo real as rotas e a forma de recolhimento.
Sem produtividade
O prefeito Sandro Mabel acatou o pedido do Vereador Sanches da Federal que revoga a portaria que permite aos agentes de trânsito serem remunerados por multa.















