O deputado Glauber Braga (PSol-RJ) ocupou a Mesa Diretora do plenário da Câmara na tarde desta terça-feira (9/12) em protesto contra a decisão de Hugo Motta (Republicanos-PB) de votar o processo de cassação do psolista. A polícia legislativa da Câmara dos Deputados retirou o deputado do local à força. Correligionários denunciam uso de violência. A situação permanece muito tensa no Legislativo federal.
Mais cedo, policiais legislativos, deputados e o secretário-geral da Mesa, Lucas Ribeiro Almeida Júnior, pediram que Glauber deixasse o assento, mas o parlamentar fluminense se recusou.
Diante da resistência do deputado do PSol do Rio de Janeiro, policiais legislativos ordenaram que jornalistas e assessores deixassem o plenário da Câmara. Apenas deputados podem permanecer no local. O sinal da TV Câmara também foi desligado. No lugar da transmissão da sessão, aparece a mensagem: “Vídeo indisponível, removido pelo usuário que fez o envio”.
Por volta das 18h15, Glauber foi retirado à força da cadeira do presidente Hugo Motta pela polícia legislativa da Câmara dos Deputados. A Globo News mostrou policiais legislativos retirando à força do plenário também um cinegrafista que estava registrando os fatos. De acordo com o jornalista Gerson Camaroti, “a Câmara está isolada e não se sabe o que acontece lá dentro neste momento”.
A estratégia lembra a “invasão” bolsonarista na Câmara, quando deputados da oposição ocuparam a Mesa e impediram que o presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) assumisse o posto. O caso foi levado ao Conselho de Ética da Câmara, que chegou a instaurar procedimento de investigação, mas ninguém foi punido.















