Os gêmeos siameses Marcos e Matheus, que nasceram na quarta-feira (7) no Hospital Estadual da Mulher (Hemu), não resistiram às complicações de saúde apresentadas depois do parto e morreram nesta quinta-feira (8), em Goiânia. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, na madrugada de hoje, um dos gêmeos siameses apresentou sucessivas paradas cardiorrespiratórias e, apesar de toda a assistência prestada pela equipe multiprofissional, acabou morrendo.
Diante da gravidade do quadro, a equipe assistencial indicou a realização de procedimento de emergência para a separação dos irmãos siameses, com o objetivo de preservar a vida do segundo bebê. A cirurgia foi conduzida pelo cirurgião pediátrico Zacharias Calil.
No entanto, mesmo com todos os cuidados especializados e suporte intensivo, o segundo bebê também não resistiu e evoluiu a óbito. “A SES-GO e o HEMU manifestam solidariedade à família e reafirmam seu compromisso com a prestação de assistência em saúde de qualidade, segura e humanizada”, disse a secretaria, em nota.
Isquiópagos
Os recém-nascidos são classificados como isquiópagos, um tipo raro de gêmeos siameses que nascem conectados pelo quadril. Em casos como esse, os bebês podem compartilhar estruturas anatômicas, o que exige acompanhamento especializado desde o nascimento.
Zacharias Calil pontua que os siameses isquiópagos estão entre os mais complexos da especialidade. A previsão era de que, em 36 horas, os recém-nascidos deveriam passar por procedimento de colostomia, conforme a evolução clínica e a avaliação das equipes responsáveis pelo acompanhamento.
A mãe, Raylane Siqueira de Oliveira, de 22 anos, realizou todo o acompanhamento pré-natal no Hemu, sem registro de intercorrências, e estava com 34 semanas de gestação. A família é do município de Canarana (MT) e se deslocou até Goiânia para o acompanhamento especializado. Após o parto, ela passa bem e foi encaminhada para a enfermaria.













