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Paço avança na contratação de 124 vagas para acolhimento de crianças e adolescentes em Goiânia

Chamamento público habilita quatro OSCs para acolhimento infantil após contratação emergencial


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 23/01/2026 - 09:50

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Resultado preliminar do edital busca normalizar o acolhimento de crianças e adolescentes após a interdição do Residencial Professor Niso Prego (Foto: Divulgação)

A Prefeitura de Goiânia classificou quatro organizações da sociedade civil (OSCs) para executar, em modelo de contratação terceirizada, o serviço de acolhimento institucional de crianças e adolescentes na capital, totalizando 124 vagas. O processo integra a reorganização da política municipal após a adoção de contratação emergencial no início de 2026, revelada pela Tribuna do Planalto.

O resultado preliminar do Chamamento Público nº 001/2025 foi publicado nesta quinta-feira (22) e mostra que a Associação Brazilian Kids Care terá 20 vagas de acolhimento em unidade própria. O Ministério Filantrópico Terra Fértil teve duas unidades classificadas — Casa Lar Adonai, destinada ao acolhimento de meninos, e Casa Lar Caminho da Esperança, voltada ao acolhimento de meninas — ambas com 12 vagas, totalizando 24 vagas pela mesma organização. Também foi classificado o Instituto Radicais Kids, com 20 vagas.

As OSCs poderão apresentar recurso administrativo entre os dias 22 e 26 de janeiro de 2026, antes da homologação final e da celebração dos termos de colaboração.

Ao todo, o chamamento habilita quatro organizações, responsáveis pela oferta de 124 vagas de acolhimento institucional exclusivamente para crianças e adolescentes de 0 a 18 anos incompletos. O edital não contempla acolhimento de adultos ou famílias, que seguem outra política pública e editais próprios.

Reestruturação

A divulgação ocorre em meio à reestruturação da política municipal de acolhimento. Em 8 de janeiro de 2026, a Prefeitura de Goiânia recorreu à contratação emergencial de uma OSC para manter o serviço de acolhimento infantil, diante do risco de descontinuidade e do possível descumprimento de decisões judiciais, conforme mostrou a Tribuna do Planalto.

À época, a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos justificou a dispensa temporária do chamamento público após a interdição judicial do Residencial Professor Niso Prego, ocorrida em fevereiro de 2024, que reduziu significativamente a capacidade da rede própria municipal.

Segundo a gestão, a contratação emergencial teve caráter provisório, até a conclusão deste processo, iniciado em dezembro de 2025, que prevê repasse por vaga ocupada e valor global estimado em R$ 5,9 milhões ao longo de dois anos.

Leia mais:
https://tribunadoplanalto.com.br/prefeitura-autoriza-contratacao-emergencial-para-acolhimento-de-criancas-e-adolescentes-em-goiania/

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