A base de partidos da base do governador Ronaldo Caiado voltou a discutir a possibilidade de lançar mais de dois candidatos a senador. A informação foi dada por Vilmar Rocha na entrevista desta semana: “Há uma discussão muito forte na base para saber se nesta eleição vai ou não ter candidaturas avulsas. E isso afeta naturalmente a candidatura do senador Vanderlan Cardoso (PSD).” A informação foi reforçada por uma declaração do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Bruno Peixoto, que está migrando para o PRD: “Se a base tiver somente dois candidatos ao Senado, Gracinha (Caiado) e o indicado do PL, não vou apresentar um nome pelo partido. Caso tenha vários candidatos na base, nós vamos apresentar um candidato para dobrar com a dona Gracinha.” Nesse caso, ela avalia que o deputado Zacharias Calil (UB) é um excelente nome, mas que está aguardando orientação.
Menos um

Denes Pereira, presidente do Solidariedade, ganhou a briga para sair candidato a deputado federal pela federação PRD-Solidariedade. Os dirigentes defendiam a candidatura do ex-deputado Fábio de Souza para aumentar as chances de eleger três para a Câmara Federal: Bruno Peixoto, Lucas Calil e Fábio de Souza. Com Denes, a avaliação é que a federação deve eleger apenas dois deputados federais.
Zacharias Calil rompe com base de Caiado…
A saída do deputado federal Zacharias Calil do União Brasil já é tratada como certa nos bastidores, com tendência de filiação ao PSDB. Procurado por diferentes lideranças, Calil passou a se considerar fora da base do governador Ronaldo Caiado após conversa, em janeiro, na qual ouviu que os nomes prioritários do grupo governista para 2026 seriam Gracinha Caiado e Gustavo Gayer. O recado foi suficiente para selar o afastamento político.
… e deve migrar para o PSDB
Decepcionado, o parlamentar abriu diálogo com Marconi Perillo, Wilder Morais, Glaustin da Fokus e outras lideranças, mas a decisão final só será oficializada após a definição dos movimentos partidários. Ainda assim, a maior inclinação é caminhar com Marconi, já que os demais partidos devem permanecer alinhados ao Palácio e ao projeto de Daniel Vilela — espaço em que Calil avalia não ter vez.
Senado ou nada
Internamente, o deputado já cravou: ou disputa o Senado, ou deixa a política. Em 2022, ele abriu mão da própria candidatura a pedido de Caiado, em favor do delegado Waldir. Agora, garante que não recua. Na próxima janela partidária, a saída do UB é dada como líquida e certa.
Pré-campanha
A Federação Renovação Solidária, formada por PRD e Solidariedade, levou ao Supremo Tribunal Federal uma ofensiva contra mudanças feitas pelo TSE em 2024 nas regras sobre propaganda eleitoral antecipada. Em ADI distribuída ao ministro André Mendonça, os partidos contestam o trecho da resolução que ampliou o conceito de “pedido explícito de voto”, permitindo interpretação por “equivalência semântica”.
Tom das campanhas
Nos bastidores, a leitura é de que a norma abriu margem excessiva para decisões subjetivas nos TREs, criando insegurança jurídica em plena pré-temporada eleitoral. A federação sustenta que o TSE extrapolou sua função regulamentar ao criar critérios vagos, invadindo competência do Congresso. Como prova da confusão, cita decisões contraditórias país afora — onde expressões como “vamos juntos” viram voto explícito, enquanto outras semelhantes passam ilesas. O pedido é por liminar para suspender imediatamente o dispositivo, movimento que tende a repercutir diretamente no tom das pré-campanhas de 2026.
Vanderlan tem conversa com Kassab na segunda
À Coluna, o senador Vanderlan Cardoso afirmou que mantém sua pré-candidatura ao Senado. Ele tem conversa agendada com Kassab na próxima segunda-feira, 9, mas adiantou que “não tem apego à presidência do partido e precisa manter sua pré-candidatura até para atender pedidos de prefeitos e deputados, que defendem sua permanência no Senado por entender que ele é importante para o municipalismo no estado”.
Desapego
Sobre a presidência do partido, o senador Vanderlan cita um episódio de 2016, quando era presidente do PSB estadual e buscou a filiação da então senadora Lúcia Vânia, passando a presidência estadual para ela, por entender que naquele momento era o melhor para o partido. Na época, ele assumiu a presidência municipal da legenda. Ele afirma que tem desprendimento em relação a isso, mas já a candidatura ao Senado não é um desejo só dele, mas um compromisso com prefeitos e deputados de Goiás.
Ano eleitoral trava agenda do Congresso
O calendário das eleições de 2026 já começa a impactar o ritmo do Congresso Nacional. Os trabalhos legislativos têm início em fevereiro, mas devem ser interrompidos já em julho, com o chamado recesso informal para as campanhas eleitorais. As sessões plenárias só devem ser retomadas em outubro, após o primeiro turno. Com isso, decisões sobre projetos considerados estratégicos ficaram para depois do recesso ou foram empurradas para 2027, como a PEC da Segurança Pública, o PL Antifacção, a regulamentação do trabalho por aplicativos e a PEC da jornada 6×1. Também ficou para depois a sabatina de Jorge Messias ao STF. Já no campo investigativo, a previsão é que a CPMI do INSS e a CPI do Crime Organizado encerrem seus trabalhos ainda no primeiro semestre de 2026.
Blindagem
Em meio a um Congresso já contaminado pelo calendário eleitoral de 2026, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), discursou com tom de liderança e recados aos pares na abertura do ano legislativo. Ao defender um plenário “soberano e independente” e reforçar a prerrogativa das emendas parlamentares, Motta sinalizou disposição para blindar a Casa de interferências externas e preservar o protagonismo dos deputados. Nos bastidores, a fala foi lida como um aceno direto à base e também ao governo, em um momento de disputa por espaço político. Apesar do esvaziamento esperado a partir de julho, o presidente promete tocar pautas sensíveis como a PEC da Segurança Pública, o debate sobre o fim da escala 6×1 e a regulamentação do trabalho por aplicativos — matérias que, embora anunciadas como prioridade, dependem de articulação fina para avançar em um ano de campanha.
1 – Eleição 2026 na Globo: o debate presidencial do primeiro turno vai ao ar após o Jornal Nacional, e a novela das 21h não será exibida.
2 – César Tralli vai mediar o debate do primeiro turno. Em caso de segundo turno, a condução ficará com Renata Lo Prete.
3 – As entrevistas com os presidenciáveis deixam de ser quadros do Jornal Nacional e passam a ser exibidas como atrações independentes, logo após o telejornal.
Nilton Moreira assume Secretaria de Estado de Esporte e Lazer















