Depois de negar que o senador Wilder Morais (PL) teria o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, à pré-candidatura ao governo, o deputado Gustavo Gayer (PL), que defende o apoio do partido a pré-candidatura de Daniel Vilela (MDB), não se manifestou sobre as últimas movimentações do PL de Goiás: a filiação de Ana Paula Rezende ao PL e o lançamento de chapa própria ao governo. Gayer não participou da reunião do PL que anunciou a chapa do governo, na sexta-feira, 20, que contou com a presença do presidente nacional da legenda.
A deputada federal Magda Mofatto, que recentemente trocou o PRD pelo PL, também não compareceu à reunião do PL. Ela também defende que o PL apoie Daniel Vilela para o governo.
Fogo amigo
Quatro dias antes da reunião do PL, Gustavo Gayer postou um longo vídeo nas redes sociais denunciando o que chamou de fogo amigo. “O fogo amigo chegou a um nível que não dá mais. Então eu vou tentar agora esclarecer o que tá acontecendo aqui no estado de Goiás.” Lembrou quando abriu mão da candidatura a prefeito de Goiânia a pedido de Jair Bolsonaro e que o acordo envolvia o apoio do ex-presidente a sua candidatura ao Senado em 2026.
A pedido de Bolsonaro
Gayer disse também que, a pedido de Bolsonaro, tentou se aproximar de Caiado e convencer Wilder a não ser candidato. “Antes de ser preso, duas semanas antes de ser preso, Bolsonaro havia pedido para mim mais uma vez para que não brigássemos em Goiás, porque nos estados onde houver um candidato à presidência que possa se juntar ao Flávio Bolsonaro no segundo turno, o melhor seria não ter conflito nesses estados, pensando obviamente na união no segundo turno em apoio ao Flávio e também na maioria do Senado.”
Apoio a Wilder
Gayer colocou em dúvida o apoio de Bolsonaro à pré-candidatura de Wilder, mas afirmou que “se a ordem de Bolsonaro for a de seguir adiante, apoiar o Wilder, e seguir adiante aqui em Goiás com o PL tendo candidatura, eu não tenho problema algum em seguir”. Todavia, não participou da reunião do PL.
Vitor Hugo de volta páreo
Um dos primeiros a defender o apoio do PL a pré-candidatura de Daniel Vilela, o vereador Major Vitor Hugo (PL), apesar de seu posicionamento, compareceu ao lançamento da candidatura de Wilder com o discurso de união do partido. Ele foi o primeiro a criar essa divergência no PL, ao organizar uma reunião entre Bolsonaro, o senador Rogério Marinho e Daniel Vilela, ainda em 2024. O diretório estadual do PL chegou a emitir uma nota de repúdio, afirmando que o partido não autorizou Vitor Hugo a dialogar com adversários.A época, o vereador articulava para ser candidato a senador na chapa com o MDB. Sem Gayer, pode voltar a sonhar com a vaga, agora na chapa do PL.
Zacharias decide esta semana
O deputado Zacharias Calil (UB), que esteve na reunião do PL do dia 20, ainda não decidiu se vai se filiar ao PL ou ao PSDB. Seu único projeto é disputar uma cadeira no Senado e a escolha da legenda está condicionada a abertura de uma vaga na chapa majoritária para senador. O deputado está conversando com Marconi Perillo (PSDB) e também com Wilder Morais e Valdemar Costa Neto. A decisão deve sair esta semana.
Fim da reeleição
Gilberto Kassab antecipou algumas propostas que o PSD deve apresentar na campanha para presidente da República, entre as quais: adotar o voto distrital para aproximar o eleitor dos representantes legislativos; buscar o fim da reeleição; estabelecer idade mínima para os novos membros dos Tribunais superiores.
E eleições unificadas
O senador Jorge Kajuru (PSB) é autor de um projeto que coloca fim na reeleição para presidente, governadores e prefeitos, que já foi aprovado na CCJ do Senado em maio de 2025 e aguarda votação no Plenário. A proposta aumenta os mandatos para 5 anos e unifica as eleições a partir de 2034.
Kajuru
Com Parkinson, Jorge Kajuru terá o apoio do partido se quiser disputar a reeleição, mas ainda não tomou essa decisão. Em tratamento da doença, ele vem priorizando a saúde no momento.
Modernização
Um servidor do Paço Municipal precisou pagar, do próprio bolso, a manutenção e instalação de aparelhos de ar-condicionado na Secretaria de Habitação. A despesa, de cerca de R$ 1,8 mil, foi indenizada posteriormente pela pasta. O caso mostra que, no momento da execução, não havia contrato vigente nem mecanismo imediato de contratação de um serviço básico.















