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Polícia Civil bloqueia R$ 300 mil e cumpre 14 mandados contra grupo suspeito de fraudes eletrônicas em Goiás

Operação mira associação criminosa que se passava por gestores de empresas para aplicar golpes milionários


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 24/02/2026 - 09:42

Com fotos e linguagem corporativa adequadas, os criminosos entravam em contato com funcionários do setor financeiro e exigiam o pagamento urgente de supostos fornecedores. (Imagem: Polícia Civil)

A Delegacia Estadual de Investigações Criminais deflagrou nesta terça-feira (24) a Operação Dominus Fictus para desarticular uma quadrilha especializada em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão nos municípios de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Caturaí e Senador Canedo. A Justiça também determinou o sequestro de aproximadamente R$ 300 mil e quatro veículos.

Segundo as investigações, o grupo criava perfis falsos no WhatsApp para se passar por sócios ou gestores de empresas. A estratégia era estudar previamente a rotina das vítimas e agir em momentos de maior vulnerabilidade organizacional. Com fotos e linguagem corporativa adequadas, os criminosos entravam em contato com funcionários do setor financeiro e exigiam o pagamento urgente de supostos fornecedores.

As vítimas, acreditando estar recebendo ordens legítimas, realizavam transferências de altos valores para contas de “laranjas” e empresas de fachada.

O nome da operação, Dominus Fictus, significa “Patrão Fictício” ou “Chefe Simulado”, em referência direta à tática utilizada pelo grupo para aplicar os golpes.

O que inicialmente parecia um crime isolado revelou uma estrutura organizada, com divisão clara de tarefas. A associação atuava por meio de três núcleos interligados: operacional e cibernético, responsável pela criação dos perfis e abordagem das vítimas; logístico e administrativo; e financeiro e patrimonial, encarregado da movimentação e ocultação dos valores obtidos.

A investigação apontou que os lucros ilícitos sustentavam um padrão de vida elevado, incluindo a compra de veículos do tipo SUV.

As contas utilizadas pelo grupo apresentaram movimentações incompatíveis com a renda declarada. Apenas uma das empresas de fachada movimentou mais de R$ 1,3 milhão em cinco meses. Já uma operadora do núcleo financeiro chegou a movimentar R$ 1,6 milhão em conta pessoal.

As investigações seguem para aprofundar a apuração e identificar outras possíveis vítimas.

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