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Câmara abre ano legislativo em meio à manifestação dos médicos

Sandro Mabel é esperado por parlamentares da base; assessoria não confirmou agenda do prefeito para esta quarta-feira (25)


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 24/02/2026 - 12:19

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Retorno das sessões na Câmara de Goiânia esquenta clima político da capital (Foto: Divulgação)

A Câmara Municipal de Goiânia retoma os trabalhos nesta quarta-feira (25) com uma pauta enxuta e sob clima de tensão política e pressão administrativa de médicos à Prefeitura de Goiânia. A sessão ocorrer junto à manifestação de médicos da rede municipal em frente à Casa e com a articulação de pedidos de impeachment contra o prefeito Sandro Mabel (UB).

Médicos prometem mobilização no período da manhã para cobrar mudanças nas regras de credenciamento, recomposição de valores de plantões e melhores condições de trabalho nas unidades de saúde. O Sindicato dos Médicos no Estado de Goiás (Simego) apoia as reivindicações e afirma que as ações foram deliberadas pela própria categoria diante do risco de descontinuidade da assistência.

A manifestação ocorre dias depois de a Justiça conceder uma liminar que impede a Prefeitura de Goiânia de rescindir antecipadamente no dia 28 de fevereiro os contratos de médicos credenciados à rede municipal e de exigir adesão obrigatória ao novo credenciamento como condição para continuidade dos serviços.

Vereadores ouvidos pela reportagem afirmam que a presença do prefeito Sandro Mabel é aguardada na sessão desta quarta-feira. Contudo, a assessoria do chefe do Executivo informou que a agenda oficial de Mabel para esta quarta-feira ainda não está fechada.

Pauta enxuta

A pauta de projetos da 1ª Sessão Ordinária de 2026 lista 12 projetos de autoria de vereadores que combinam reconhecimento cultural, valorização de instituições religiosas e projetos de impacto social.

Entre as matérias em tramitação está a proposta que declara o Memorial Iris Rezende Machado patrimônio cultural do município. Outro projeto institui no calendário oficial o Dia da Igreja Assembleia de Deus Ministério Vila Nova, a ser celebrado anualmente em 2 de fevereiro.

Além dessas propostas, os vereadores analisam projetos voltados à área social e de saúde pública, como o programa de reconstrução dentária para mulheres vítimas de violência doméstica e a criação de transporte especial gratuito para pessoas com transtorno do espectro autista (TEA).

Também estão na pauta iniciativas relacionadas à vacinação em escolas, regulamentação de práticas com motocicletas e regras para eventos em instituições de ensino.

Vetos

No caso dos vetos do Executivo, como o que barrou a lei que previa a derrubada da Taxa de Limpeza Pública (TLP), conhecida como taxa do lixo, a matéria ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir ao plenário, sem data definida para votação.

Nos bastidores, vereadores de oposição já antecipam críticas tanto ao veto quanto ao lançamento do programa municipal de obras que prevê intervenções de até R$ 70 mil mensais indicadas por parlamentares da base, iniciativa vista pela oposição como mecanismo de barganha por apoio político na Casa.

Nos bastidores, a tendência é de manutenção do veto do prefeito Sandro Mabel à revogação TLP, diante de maior alinhamento do Paço com parlamentares da base. Vereadores avaliam que, além do impacto financeiro estimado em mais de R$ 181 milhões anuais, uma eventual revogação poderia enfrentar questionamentos jurídicos por configurar renúncia de receita sem compensação fiscal, o que tem arrefecido o ímpeto pela derrubada da medida.

Leia mais:
https://tribunadoplanalto.com.br/camara-deve-manter-veto-de-mabel-a-derrubada-da-taxa-do-lixo/

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