Goiás registrou renda domiciliar per capita de R$ 2.407 em 2025, valor superior à média nacional, que ficou em R$ 2.316 no período. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado coloca Goiás entre as nove unidades da federação, além do Distrito Federal, com renda acima da média do país. No ranking nacional, o estado aparece à frente de Minas Gerais (R$ 2.353) e Mato Grosso (R$ 2.335), e atrás de Mato Grosso do Sul (R$ 2.454). O maior rendimento foi registrado no Distrito Federal, com R$ 4.538, enquanto o menor ficou no Maranhão, com R$ 1.219.
No Brasil, a renda per capita avançou nos últimos anos. Em 2024, o valor médio era de R$ 2.069; em 2023, R$ 1.893; e, em 2022, R$ 1.625. O indicador considera a soma dos rendimentos brutos de todos os moradores do domicílio, incluindo trabalho e outras fontes de renda, dividida pelo total de residentes.
Segundo o IBGE, os dados atendem à Lei Complementar 143/2013, que define critérios para a distribuição dos recursos do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE). As informações também são utilizadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no cálculo dos coeficientes de repasse.
A PNAD Contínua é realizada desde 2012 e acompanha, de forma trimestral, indicadores do mercado de trabalho e do desenvolvimento socioeconômico. O levantamento de 2025 leva em conta os rendimentos efetivamente recebidos no mês de referência da pesquisa, com base nas entrevistas realizadas ao longo dos quatro trimestres do ano.
Após impactos provocados pela pandemia entre 2020 e 2021, que afetaram a coleta de dados, o IBGE informa que, a partir de 2023, o nível de aproveitamento das entrevistas voltou ao padrão regular, consolidando a retomada da metodologia tradicional de cálculo do rendimento domiciliar per capita.














