Durante visita a Anápolis nesta quinta-feira (26), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que determinou ao Ministério da Fazenda a elaboração de propostas para enfrentar o alto nível de endividamento das famílias brasileiras. A declaração foi feita durante agenda na fábrica da Caoa, localizada no Distrito Agroindustrial de Anápolis (Daia).
Segundo Lula, o objetivo é buscar alternativas que facilitem o pagamento das dívidas e, ao mesmo tempo, promover ações de educação financeira. Ele afirmou ter solicitado ao ministro Dario Durigan que estude soluções para o problema. “Queremos ver como a gente faz para facilitar o pagamento daquilo que vocês devem”, disse.
No discurso, o presidente também relacionou o endividamento ao comportamento de consumo, especialmente em compras feitas por impulso. Ele citou pequenos gastos recorrentes, muitas vezes realizados por meio de plataformas digitais, cartões de crédito e transferências via Pix, que acabam se acumulando ao longo do mês.
Lula afirmou que, embora indicadores apontem que a economia esteja em bom desempenho, há uma percepção diferente por parte da população, impactada pelo volume de dívidas. Dados recentes mostram que 73,3 milhões de brasileiros estavam com o nome negativado em janeiro de 2026, o equivalente a 43,9% da população adulta, segundo levantamentos de entidades de crédito.
Durante a agenda, o copresidente executivo da Caoa, Carlos Philippe Luchesi de Oliveira Andrade, destacou que Lula teve papel importante na instalação da montadora em Anápolis, há quase duas décadas. Segundo ele, a presença da empresa contribuiu para consolidar o município como um dos principais polos automotivos da América Latina.
Além da visita à Caoa, o presidente também seguiu para o complexo industrial da Brainfarma, reforçando a agenda voltada ao setor produtivo local.
Ao longo do discurso, Lula também mencionou a possibilidade de campanhas de conscientização para orientar a população sobre a gestão do orçamento doméstico, embora não tenha detalhado quais medidas concretas devem ser adotadas pelo governo federal nos próximos meses.












