A JBS, empresa que nasceu em Goiás, encerrou 2025 com resultados financeiros recordes, registrando receita líquida de US$ 86 bilhões, crescimento de 12% em relação ao ano anterior. O lucro líquido consolidado foi de US$ 2 bilhões, avanço de 15% na mesma base de comparação, segundo informações divulgadas pela própria companhia .
O desempenho foi impulsionado principalmente pelas operações internacionais e por unidades como Pilgrim’s Pride, JBS Austrália e Seara, que apresentaram expansão de volumes e ganhos operacionais ao longo do ano. O EBITDA ajustado somou US$ 6,8 bilhões, com margem de 7,9%, refletindo uma combinação de demanda consistente e estratégias de diversificação geográfica e de portfólio.
No Brasil, a empresa mantém forte presença no estado de Goiás, onde opera sete unidades industriais distribuídas em municípios como Goiânia, Senador Canedo, Itumbiara e Anápolis. A cidade tem relevância histórica para a companhia, que iniciou parte de sua expansão nacional a partir da região. Atualmente, mais de 7 mil empregos diretos são gerados no estado, com impacto na cadeia produtiva local e nas exportações.
Indicadores financeiros também apontam estabilidade na estrutura de capital. A alavancagem encerrou o ano em 2,39 vezes, dentro da meta estabelecida pela empresa, enquanto o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 25% nos últimos 12 meses. O fluxo de caixa livre foi de US$ 400 milhões.
O cenário internacional, marcado por custos elevados de insumos e restrições sanitárias em alguns mercados, influenciou parcialmente os resultados, mas não impediu a expansão das operações. Nos Estados Unidos, por exemplo, a menor disponibilidade de gado impactou preços, enquanto a demanda permaneceu aquecida.
Os números indicam continuidade na estratégia da empresa de diversificação e expansão global, ao mesmo tempo em que reforçam a relevância de suas operações regionais para a economia brasileira.














