O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a tentativa dos Estados Unidos de excluir a África do Sul do G20. A declaração ocorreu durante evento internacional na Espanha e reforça a tensão crescente dentro do bloco que reúne as maiores economias do mundo.
Segundo Lula, nenhum país tem autoridade para decidir sozinho quem participa do grupo. Por isso, ele afirmou que o presidente norte-americano não pode retirar a África do Sul do G20, já que o fórum funciona com base em decisões coletivas.
Além disso, o presidente brasileiro demonstrou apoio direto ao governo sul-africano. Ele chegou a afirmar que o país deve insistir em participar da próxima cúpula, prevista para ocorrer nos Estados Unidos em 2026.
De olho no mundo
O episódio ocorre em meio a um cenário mais amplo de disputas geopolíticas. A exclusão da África do Sul foi defendida pelo governo norte-americano sob alegações não comprovadas, o que gerou críticas de autoridades e especialistas internacionais.
Ao mesmo tempo, a medida amplia o debate sobre o papel do G20. Criado como um espaço de cooperação econômica, o grupo enfrenta pressões políticas que colocam em xeque sua capacidade de articulação global. Representantes da África do Sul afirmam que decisões unilaterais violam as regras do bloco e enfraquecem o multilateralismo.
Nesse contexto, Lula reforça uma posição já defendida pelo Brasil em outros encontros internacionais. O governo brasileiro aposta no fortalecimento do diálogo entre países, especialmente entre as nações do chamado Sul Global. Em reuniões recentes, líderes destacaram que o mundo vive um período de instabilidade, com aumento de conflitos e disputas econômicas.
Por fim, a crise evidencia uma mudança no cenário internacional. De um lado, cresce a tentativa de reorganizar alianças e influências globais. De outro, países emergentes buscam ampliar seu espaço nas decisões. Assim, o impasse envolvendo a África do Sul no G20 ultrapassa um conflito diplomático e revela disputas mais profundas sobre poder e governança global.
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