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Câmara aprova programa de autonomia financeira da Saúde e destrava pauta do Paço

Aprovação do programa ocorre após semanas de tensão sobre tramitação de projetos do Executivo na CCJ da Câmara de Goiânia


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 12/05/2026 - 10:39

Obra em unidade de saúde
Pafus permitirá que unidades de saúde da capital administrem recursos para pequenas manutenções e despesas emergenciais (Foto: Divulgação)

A Câmara Municipal de Goiânia aprovou, nesta terça-feira (12), em segunda e definitiva votação, o Programa de Autonomia Financeira das Unidades de Saúde (Pafus), proposta da gestão do prefeito Sandro Mabel (UB) para descentralizar recursos da saúde. A sessão foi acompanhada pelo prefeito em exercício, Anselmo Pereira (MDB), que esteve no plenário ao lado de secretários municipais durante a votação.

O programa permitirá que 117 unidades de saúde passem a administrar recursos para despesas emergenciais e pequenas manutenções. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, cerca de 70% das unidades de urgência e emergência de Goiânia possuem mais de 30 anos de funcionamento.

Após a aprovação do Pafus, Mabel publicou vídeo nas redes sociais comemorando o resultado da votação. “Acabei de receber a notícia de que foi aprovado o Pafus, que é o programa onde nós poderemos mandar dinheiro direto para os postos de saúde, para as nossas unidades de saúde em geral. Isso deve melhorar bastante o atendimento da nossa população”, afirmou.

Na sequência, o prefeito disse que a medida deve agilizar reparos e reduzir problemas estruturais nas unidades. “Nós não teremos banheiros quebrados, nós não teremos torneiras que não funcionam, nós não teremos falta de alguns medicamentos”, declarou.

O vereador Lucas Kitão (Mobiliza) afirmou que o modelo poderá futuramente ser discutido também para a assistência social. “Quem sabe a gente faça também um Pafus da assistência social, para reformar os Cras e dar mais agilidade”, declarou.

Avanço da pauta

A aprovação do Pafus foi interpretada nos bastidores como um sinal de avanço da pauta do Executivo na Câmara após semanas de desgaste político envolvendo a tramitação de projetos do Paço na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Nos últimos dias, vereadores da base e integrantes da gestão Sandro Mabel vinham cobrando maior celeridade na análise de matérias prioritárias, enquanto integrantes da comissão sustentavam que os projetos seguiam o rito regimental previsto pela Casa.

Durante a sessão, vereadores da base destacaram o avanço da proposta e atribuíram a aprovação à articulação política da Prefeitura. O líder do governo, Wellington Bessa (Mobiliza), afirmou que o programa permitirá resolver demandas estruturais simples das unidades de saúde. “Todas as unidades de saúde poderão receber essas verbas que vão acabar com aqueles pequenos problemas de uma lâmpada queimada, um conserto no telhado, entre outros problemas”, disse.

Em questão de ordem, o secretário da Mesa Diretora, Henrique Alves (MDB), fez elogios à atuação da CCJ na tramitação da proposta e destacou o papel do presidente da comissão, Luan Alves (MDB), e do vice-presidente, William Veloso (PL). “Queria reconhecer o esforço tanto do vereador William Veloso quanto do vereador Luan Alves na CCJ, porque se não fosse o esforço deles nós não teríamos mais essa conquista para a cidade de Goiânia”, afirmou.

À Tribuna, Luan Alves disse que outros projetos do Executivo seguem tramitando normalmente na comissão. Segundo ele, propostas como o “Morar no Centro”, programas sociais e o “Meu Uniforme” continuam em análise técnica. “Tá caminhando do jeito que tava caminhando, sem nenhum tipo de obstáculo”, declarou.

Durante a sessão, vereadores da base elogiaram a condução de Anselmo Pereira e a equipe do prefeito Sandro Mabel. Já o vereador Coronel Urzêda (PL) pediu o envio da data-base dos servidores municipais e defendeu valorização dos trabalhadores administrativos. “O administrativo da administração precisa ser valorizado com plano de cargos e salários”, afirmou.

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