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Agrodefesa reforça importância da prevenção contra influenza aviária no outono e inverno

Temperaturas amenas e migração de aves no período favorecem circulação do vírus H5N1 e aumentam necessidade de vigilância contra doença


Avatar Por Redação Tribuna do Planalto em 07/05/2026 - 12:42

influenza aviária
Agrodefesa reforça importância da prevenção contra influenza aviária no outono e inverno (Foto: Wenderson Araujo/CNA)

Com o avanço do outono e a aproximação do inverno no Brasil, a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) reforça o alerta aos avicultores para que intensifiquem as medidas preventivas contra a influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP), conhecida como gripe aviária. As ações de biosseguridade incluem o controle de acesso às granjas e o isolamento de aves domésticas para evitar o contato com aves silvestres. Em caso de suspeita da doença, a notificação imediata ao Serviço Veterinário Oficial (SVO) é fundamental para uma resposta rápida e eficaz.

O presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destaca que os períodos de outono e inverno proporcionam condições ambientais favoráveis à circulação do vírus H5N1, causador da doença. “O outono e o inverno aumentam o risco de gripe aviária devido às baixas temperaturas, que favorecem a sobrevivência do vírus, e à migração de aves silvestres. Em Goiás, os meses de maio a julho demandam maior vigilância. Contamos com a ajuda do produtor e da sociedade em geral para proteger a avicultura goiana”, afirma.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a análise histórica da curva epidemiológica da influenza aviária no Brasil indica um padrão sazonal consistente, com maior concentração de ocorrências nos meses de outono e inverno. Após o primeiro pico de focos, registrado em junho de 2023, foram observados novos reaparecimentos entre fevereiro e junho de 2024 e entre maio e julho de 2025.

A gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo, explica que a transmissão pode ocorrer de diferentes formas. “A disseminação da doença pode acontecer pelo ar, água, ração, materiais contaminados e, principalmente, pelo contato direto com aves doentes. As aves silvestres e migratórias também representam risco, pois na busca por sítios de descanso e alimentação podem entrar em contato com aves domésticas”, ressalta.

Medidas preventivas
A Agrodefesa lembra que, nas granjas, as instalações devem ter telas de proteção em torno de toda a estrutura para impedir a entrada de vetores de doenças. A alimentação dos plantéis deve ser feita em ambiente fechado para não atrair aves silvestres, e a água utilizada na criação deve ser proveniente de fonte segura, preferencialmente encanada e tratada com cloro, reduzindo o risco de contaminação.

A influenza aviária é uma doença de notificação obrigatória à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), devido ao seu alto potencial de disseminação. A detecção de focos pode acarretar, além da eliminação do plantel, a imposição de barreiras sanitárias à comercialização de produtos avícolas nos mercados interno e externo, gerando prejuízos econômicos significativos aos produtores do setor.

A notificação de suspeitas deve ser realizada por meio da plataforma e-Sisbravet (https://sisbravet.agro.gov.br/) do Governo Federal. Também é possível comunicar o caso à Agrodefesa pelo Whatsapp (62) 9 8164-1188.

Os casos de Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves (SRN) – tanto os já concluídos quanto aqueles em investigação – podem ser acompanhados pelo painel mantido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) neste link.

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