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Ajuste fiscal da Prefeitura de Goiânia foi de R$ 667 mil em 2025

Dados da execução orçamentária indicam que o ajuste fiscal promovido em 2025 representou 0,007% dos gastos primários do município, enquanto a arrecadação cresceu mais de 9%


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 05/02/2026 - 09:43

Paço Municipal
Relatórios oficiais apontam estabilidade das despesas, crescimento da arrecadação e mudança do resultado fiscal no primeiro ano da gestão Mabel (Foto: Divulgação)

A Prefeitura de Goiânia realizou um ajuste fiscal de R$ 667,3 mil ao longo de 2025, segundo dados oficiais da execução orçamentária. O valor equivale a cerca de 0,007% do total dos gastos primários do município no primeiro ano de gestão do prefeito Sandro Mabel (UB), sob o decreto de calamidade financeira.

Gastos primários são as despesas usadas para manter a máquina pública em funcionamento e garantir serviços à população, como pagamento de servidores, custeio administrativo e investimentos. Não entram nessa conta despesas financeiras, como juros e amortizações da dívida.

Segundo o Relatório Resumido da Execução Orçamentária, as despesas primárias efetivamente pagas ficaram praticamente estáveis. Elas passaram de aproximadamente R$ 9,074 bilhões para pouco menos de R$ 9,073 bilhões entre os dois exercícios analisados, considerando inclusive restos a pagar quitados.

Arrecadação

No mesmo intervalo, as receitas primárias, que englobam impostos, taxas, transferências e outras receitas correntes, mas não incluem receitas financeiras, cresceram 9,53%. O total arrecadado avançou de R$ 8,847 bilhões para R$ 9,690 bilhões, um aumento de R$ 842,9 milhões.

Com esse crescimento da arrecadação, as contas do município saíram de um déficit primário de R$ 226,2 milhões em 2024 para um superávit de R$ 617,3 milhões em 2025. Em termos simples, isso significa que a prefeitura passou a arrecadar mais do que gastou para manter e investir nos serviços públicos.

Despesas

Do lado das despesas, houve redução nos gastos correntes que não incluem a folha de pagamento, como despesas administrativas e de custeio. Esses gastos caíram R$ 248,9 milhões, uma redução nominal de 6,64%. Já as despesas com pessoal e encargos cresceram 2,99%, passando de R$ 4,145 bilhões para R$ 4,270 bilhões.

Os investimentos, que incluem obras, aquisição de equipamentos e melhorias na infraestrutura da cidade, aumentaram 32,29%, subindo de R$ 309,6 milhões para R$ 409,5 milhões. Apesar da alta, os investimentos continuaram representando uma parcela reduzida do orçamento total, próxima de 4,6% da receita líquida.

As informações são públicas e constam dos relatórios fiscais divulgados pela administração municipal, com base na execução orçamentária consolidada do primeiro ano de gestão do prefeito Sandro Mabel (UB).

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https://tribunadoplanalto.com.br/goiania-arrecada-r-600-milhoes-a-menos-que-o-previsto-em-2025/

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