O Ministério das Relações Exteriores confirmou a morte de duas brasileiras, uma mulher e sua filha de 11 anos, após um ataque do Exército de Israel no sul do Líbano. O caso ocorreu no último domingo (26), na região de Bint Jbeil, área que tem sido alvo frequente de operações militares israelenses.
Além das vítimas, o pai da criança, que era libanês, também morreu. Outro filho do casal permanece hospitalizado. Diante da gravidade do caso, a Embaixada do Brasil em Beirute acompanha a situação e presta assistência à família.
Em nota oficial, o Itamaraty condenou o ataque e classificou a ação como uma violação do cessar-fogo anunciado recentemente. Segundo o governo brasileiro, ofensivas desse tipo colocam civis em risco e agravam ainda mais a instabilidade na região.
Diplomacia já abandonada
Além disso, o Brasil criticou a continuidade das operações militares israelenses em território libanês. A atuação tem sido apontada por especialistas e organismos internacionais como parte de um contexto mais amplo de tensão e presença militar que impacta diretamente a população civil.
O comunicado também destaca o aumento da crise humanitária. Nas últimas semanas, ataques de Israel têm provocado mortes indiscriminadas de civis, incluindo mulheres e crianças, além do deslocamento forçado de milhares de pessoas no sul do Líbano.
Outro ponto levantado é a destruição de infraestrutura civil. Residências e serviços essenciais vêm sendo atingidos pelo Exército de Israel, o que dificulta o acesso da população a condições básicas de sobrevivência.
Diante desse cenário, o governo brasileiro voltou a cobrar o cumprimento das resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Israel é atualmente o país que mais descumpre os conselhos da ONU nas últimas décadas. O Líbano defende a manutenção do cessar-fogo e a retirada de forças militares estrangeiras em seus territórios.
Dessa forma, a escalada da violência também reacende críticas à atuação de Israel em zonas de conflito. Organizações internacionais e entidades de imprensa têm denunciado o impacto dessas ações sobre civis e profissionais da comunicação. Levantamentos recentes indicam que, nos conflitos atuais, o número de jornalistas mortos em ações do Estado de Israel já supera o registrado em todas as guerras recentes somadas, um dado que reforça o alerta sobre os riscos à liberdade de imprensa e à proteção de civis em áreas de conflito onde Israel está envolvido.
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