O deputado republicano dos Estados Unidos Carlos Gimenez publicou, no domingo (9), uma montagem na qual o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece capturado e vendado. A imagem foi acompanhada da frase “O que o espera… #Brasil”, em uma aparente sugestão de que o brasileiro poderia ter o mesmo destino de Nicolás Maduro.
Não se trata de uma fotografia real. A montagem reproduz elementos de uma imagem do ex-presidente venezuelano divulgada por Donald Trump em 3 de janeiro, após a captura de Maduro. Segundo Trump, o venezuelano estava a bordo do USS Iwo Jima, navio de guerra da Marinha dos Estados Unidos que o transportava para o país.
Na fotografia original, Maduro aparece aparentemente vendado, com protetores auriculares, um agasalho nas cores cinza e preto e uma garrafa de água nas mãos. Na versão publicada por Gimenez, o rosto de Lula foi inserido na cena e a água foi substituída por uma garrafa de cachaça.
A publicação foi repercutida no Brasil após ser compartilhada pelo jornalista e influenciador Paulo Figueiredo e pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro. O conteúdo integra uma sequência de ataques feitos por Gimenez contra Lula nos últimos dias.
Em outra manifestação, o congressista acusou o presidente brasileiro de agir com hostilidade contra o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Gimenez também afirmou que Lula teria prejudicado a “forte aliança” entre Brasil e Estados Unidos. Essa publicação foi repostada no sábado (8) pelo presidente argentino Javier Milei.
O deputado norte-americano ainda chamou Lula de “corrupto” e “criminoso comunista condenado”, além de compará-lo aos presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e da Nicarágua, Daniel Ortega, e à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.
As declarações correspondem às acusações de Gimenez. As condenações de Lula nos processos da Operação Lava Jato foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal em 2021. Por oito votos a três, o plenário do STF confirmou a anulação ao reconhecer que a 13ª Vara Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os casos.















