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Autônomos e informais ganham mais tempo para renegociar dívidas de até R$ 15 mil

Prazo do Desenrola Adimplentes foi ampliado até 26 de outubro; programa atende quem está com os pagamentos em dia ou atrasados por menos de 90 dias


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 29/09/2026 - 09:34

Autônomos e informais ganham mais tempo para renegociar dívidas de até R$ 15 mil

Quem trabalha por conta própria, não possui vínculo formal de emprego e sente que as parcelas estão pesando no orçamento terá mais tempo para tentar reorganizar as dívidas. O governo prorrogou até 26 de outubro o prazo para participar do Desenrola Adimplentes.

O programa permite renegociar até R$ 15 mil em dívidas sem garantia contratadas por trabalhadores informais em operações de crédito pessoal. Diferentemente de iniciativas direcionadas a débitos antigos, essa modalidade atende pessoas que ainda mantêm os pagamentos em dia ou registram atraso inferior a 90 dias.

Para participar, o cliente também precisa ter quitado pelo menos quatro parcelas do financiamento. A ideia é oferecer uma saída antes que a dificuldade financeira se transforme em uma dívida acumulada por um período maior.

Como funciona a renegociação?

O Desenrola Adimplentes possibilita a substituição da operação atual por uma dívida com condições consideradas mais favoráveis. Os juros previstos no programa podem chegar a, no máximo, 1,99% ao mês.

A diferença pode ser significativa quando comparada ao custo normalmente encontrado por esse público. Segundo os números apresentados pelo governo, a taxa média das operações de crédito destinadas a trabalhadores informais gira atualmente em torno de 7% ao mês.

A iniciativa foi criada para pessoas que, mesmo trabalhando e mantendo parte dos compromissos em dia, encontram dificuldade para comprovar renda. Sem vínculo formal, esses trabalhadores geralmente têm menos opções de crédito e acabam recorrendo a linhas com juros mais elevados.

Programa começou depois do previsto

O prazo original do Desenrola Adimplentes era de 90 dias e terminaria na última semana de setembro. A medida provisória que instituiu o programa foi publicada em 29 de junho, mas as renegociações começaram efetivamente apenas em 10 de agosto.

Segundo o governo, atrasos operacionais prejudicaram a implantação. O início das operações ocorreu somente depois de mudanças nas regras de participação das instituições financeiras, solicitadas pelo Banco do Brasil e pela Caixa Econômica Federal.

A prorrogação por mais 30 dias foi incluída na medida provisória que criou o Desenrola 3.0. Agora, os acordos poderão ser fechados até 26 de outubro, data em que também termina a vigência da medida que instituiu o programa destinado aos adimplentes.

Poucos bancos aderiram

O programa também encontrou resistência entre instituições privadas. Como a renegociação envolve dívidas que ainda estão em dia ou com pouco tempo de atraso, bancos demonstraram baixo interesse em participar da iniciativa.

Para tentar ampliar as possibilidades oferecidas aos trabalhadores, o governo autorizou a portabilidade do crédito. Com isso, bancos públicos podem apresentar condições de repactuação a clientes de outras instituições.

Mesmo após a mudança, a adesão permaneceu abaixo do esperado. A ampliação do prazo dá mais tempo para que autônomos e trabalhadores informais procurem as instituições participantes e verifiquem se suas operações atendem aos critérios do programa.

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Redação Tribuna do Planalto

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