AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DC NEWS – O Brasil encerrou novembro de 2025 com 72,96 milhões de adultos negativados, o equivalente a 43,74% da população nessa faixa, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O contingente representa crescimento de 8,93% na comparação anual e revela agravamento consistente do quadro de inadimplência. Oito em cada dez consumidores que entraram na inadimplência no mês são reincidentes. Os números da CNDL/SPC Brasil mostram que 83,78% das negativações de novembro se referem a devedores que já tinham passado pelos cadastros restritivos nos 12 meses anteriores, enquanto 63,78% desse grupo mantêm dívidas antigas e acumulam novas pendências. O momento, segundo Roque Pellizzaro Júnior, presidente do SPC Brasil, é de atenção com a capacidade de compra do consumidor em 2026. “Os números da inadimplência continuam a nos preocupar, especialmente a alta taxa de reincidência.”
Em novembro de 2025, cada consumidor negativado devia, em média, R$ 4.781,98 na soma de todas as dívidas, distribuídas entre 2,23 empresas credoras. Quase três em cada dez inadimplentes (30,95%) têm pendências de até R$ 500, percentual que sobe para 43,97% quando se consideram dívidas de até R$ 1.000, mostrando que valores relativamente modestos permanecem em aberto por falta de folga financeira. No recorte por tipo de credor, os bancos concentram 65,24% das dívidas em atraso, à frente de contas de água e luz (10,79%) e do comércio (9,19%), o que revela sistema financeiro no centro do ciclo de inadimplência, ao mesmo tempo beneficiado por juros altos e pressionado por provisões crescentes.
CICLO VICIOSO
O indicador de reincidência mostra que o intervalo médio entre o vencimento de uma dívida e o surgimento de novas pendências para esse grupo é de 74,4 dias, cerca de dois meses e meio, de acordo a pesquisa divulgada pela CNDL e SPC Brasil. O período equivale a viver em permanente rodízio entre contas atrasadas e novas obrigações que vencem antes de qualquer recomposição consistente do orçamento. A alta anual de devedores é puxada por dívidas antigas, com atraso entre quatro e cinco anos crescendo 30,12%, enquanto a recuperação nessa faixa cai 23,03%, sinal de que essas contas não prescrevem nem são quitadas.














