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Brasília completa 66 anos sem festa; recursos serão destinados à saúde

Cancelamento dos shows envolve corte de R$ 25 milhões e redirecionamento de recursos para saúde, diz Celina Leão


Lucas de Godoi Por Lucas de Godoi em 21/04/2026 - 10:47

Sem shows neste ano, comemorações do aniversário de Brasília terão foco em ações de saúde voltadas à população (Foto: Edson J Ferreira | Shutterstock)

Brasília completa 66 anos nesta terça-feira (21) sem a tradicional programação de shows. A decisão do Governo do Distrito Federal (GDF) envolve o redirecionamento de recursos para áreas consideradas prioritárias, como saúde e segurança pública. A governadora Celina Leão afirma que o caixa do GDF está comprometido e aposta na reorganização das finanças, com a nomeação de Valdivino de Oliveira, ex-secretário da Fazenda de Goiânia, como parte da estratégia com vistas à reeleição.

O governo negou um pedido de crédito suplementar de R$ 25 milhões feito pela Secretaria de Turismo para a realização das festividades. Com isso, os valores que seriam destinados a cachês de artistas e estrutura de palco serão aplicados na ampliação de serviços, incluindo carretas de atendimento médico.

Segundo a governadora, a escolha reflete prioridade administrativa diante do cenário atual. “Brasília merece festa, merece celebração, mas quando você tem um orçamento, você tem que tomar decisões, e a minha foi tomada. Acredito que a prioridade da população neste momento não é festa. A população clama por uma melhora na saúde pública, e é isso que nós vamos fazer”, afirmou.

A decisão também ocorre em meio a um momento de desgaste político envolvendo o BRB e parceiros privados, o que levou o governo a adotar maior cautela na destinação de recursos para eventos de entretenimento.

Em entrevista ao Estadão, publicada nesta segunda-feira (20), Celina Leão buscou se distanciar de decisões anteriores e reforçou que não teve participação nas operações. “São dois CPFs totalmente diferentes, o meu CPF e o CPF do governador Ibaneis, cada um tem um”, afirmou, ao negar qualquer vínculo com as irregularidades investigadas.

Além disso, a gestão aponta um cenário de contenção orçamentária mais rígida, o que motivou a opção por evitar gastos considerados não essenciais. A estratégia, segundo o GDF, é concentrar investimentos em serviços diretos à população, especialmente na área da saúde, que deve receber reforço com unidades móveis de atendimento em diferentes regiões do DF.

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