Durante a cerimônia de transferência simbólica da capital para a Cidade de Goiás, o presidente da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), deputado Bruno Peixoto (UB), criticou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) pela falta de ação na preservação da Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, patrimônio federal localizado na Cidade de Goiás. Segundo Peixoto, o órgão federal tem ignorado a situação do imóvel, que apresenta problemas estruturais.
O episódio ocorre após o IPHAN rejeitar o projeto apresentado pelo governo estadual para obras no Cavalhódromo de Pirenópolis, alegando inadequações legais. Nos bastidores, governistas mencionam possibilidade do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) atuar nos bastidores para influenciar decisões do IPHAN em Goiás.
A secretária de Estado de Cultura, Yara Nunes, afirmou à coluna Giro, do jornal O Popular, que o órgão mencionou uma regulamentação ultrapassada como barreira legal para aprovar o projeto que foge às normas urbanísticas do espaço. Ela ironizou o prazo dado, de 2 anos, para a revogação do dispositivo. “É tese de mestrado?”. Yara rejeita que o Governo refaça o projeto e fala em construção parcial.
Em outra obra, o governador Ronaldo Caiado (UB) acusou “tiro político” diante de determinações em obras na Cidade de Goiás. Na época, Caiado disse que não seguiria determinações políticas e que o Estado de Goiás não respondia ao instituto federal.
O posicionamento de Peixoto dá novo contorno à disputa em torno da gestão do patrimônio histórico e reforça cobranças do governo ao IPHAN sobre sua atuação em Goiás. “Se o Governo Federal não dá conta, aprendam com o governador Ronaldo Caiado, que tem mostrado responsabilidade e ações concretas para proteger nossa história e cultura”.
O presidente da Alego disse que fará representação formal ao IPHAN, cobrando providências urgentes para a recuperação e conservação da igreja. “Nossa luta é para preservar não apenas uma construção histórica, mas a memória viva e a identidade do povo goiano, que se refletem nesses espaços de fé e tradição”, concluiu.













