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Decisão da PGR: Carta de Jair Bolsonaro pode manter Flávio longe do pai por 90 dias

Procurador pediu ao STF que rejeite recursos da defesa e preserve restrições impostas após divulgação de apoio à candidatura do senador


Por Carlos Nathan Sampaio em 13/08/2026 - 10:49

Flávio Bolsonaro tem rejeição de 50%, maior índice entre pré-candidatos, aponta Real Time Big Data. Lula lidera em todos os cenários de primeiro e segundo turno carta
(Foto: Reprodução)

A carta em que Jair Bolsonaro (PL) manifestou apoio à pré-candidatura presidencial do filho pode manter o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) impedido de visitar o pai. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeite os recursos apresentados pela defesa do ex-presidente e preserve as restrições determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Segundo informações da CNN, a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, foi encaminhada ao Supremo na quarta-feira (12). A suspensão das visitas de Flávio foi estabelecida em julho, pelo período de 90 dias.

A medida foi tomada depois que o senador divulgou nas redes sociais uma carta entregue durante um encontro com o pai. No documento, Bolsonaro endossava a pré-candidatura de Flávio à Presidência. Moraes considerou que a visita serviu para fazer circular uma manifestação do ex-presidente, contrariando a proibição do uso direto ou indireto das redes sociais.

A defesa alega que o impedimento prejudica os vínculos familiares e também a relação profissional entre ambos, já que Flávio figura como advogado do pai. Gonet argumentou, porém, que essa condição não elimina as regras da prisão domiciliar e ressaltou que Bolsonaro é atendido por outros defensores.

A PGR também se posicionou contra a retirada da proibição de visitas com finalidade político-eleitoral até o fim das eleições de 2026. Para a defesa, a regra é ampla e limita a liberdade de expressão.

Gonet sustentou que as restrições são compatíveis com a situação de Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão e atualmente em regime domiciliar por razões humanitárias. A decisão final caberá ao STF.

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