O governador Ronaldo Caiado (UB), colocou as forças de segurança goianas à disposição do Estado do Rio de Janeiro, após a megaoperação que deixou ao menos 66 mortos e 81 presos nos complexos do Alemão e da Penha. A informação foi divulgada pelo jornalista Gerson Camarotti, durante o Bom Dia Brasil, da TV Globo, nesta quarta-feira (29).
Segundo Camarotti, Caiado vai anunciar a medida em uma videoconferência com governadores de direita, programada para discutir medidas conjuntas na área de segurança pública.
“Acabei de falar com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Ele disse que os governadores de direita vão se reunir em videoconferência para avaliar medidas de segurança pública, e que pessoalmente está colocando as tropas de Goiás à disposição do Rio de Janeiro. São ações isoladas, mas o correto seria haver uma coordenação nacional”, relatou o comentarista.
Segundo Gerson, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), disse que tem conversado com o governador Cláudio Castro, do Rio, e que o secretário de segurança paranaense ofereceu apoio, mas foi informado pelo colega carioca que não era necessário.
O Governo de Goiás ainda não forneceu informações sobre a viabilidade do apoio.
Reação à operação no Rio
A iniciativa de Caiado ocorre após ele divulgar, na terça-feira (28), um vídeo em suas redes sociais elogiando a atuação das polícias Civil e Militar do Rio na Operação Contenção, que mobilizou 2,5 mil agentes. Na ocasião, o governador afirmou ter “orgulho” das tropas fluminenses, que, segundo ele, agiram “sem apoio do governo federal”.
A operação teve como objetivo desarticular a facção Comando Vermelho, responsável pelo controle de comunidades na zona norte carioca. Foram apreendidos 93 fuzis, pistolas, granadas e mais de 500 quilos de drogas.
Nos bastidores, a movimentação dos governadores é vista como uma reação à ausência de coordenação federal no enfrentamento da violência e pode resultar em um documento conjunto com propostas para o Ministério da Justiça.
Caiado tem defendido a criação de um sistema nacional de segurança pública mais integrado, com autonomia operacional e respaldo jurídico para as polícias estaduais.















