Skip to content

Entenda como funcionará a ampliação do Ipasgo para parentes de até 4º grau que deve ser votada na Alego

Projeto do governo amplia inclusão de dependentes, abre caminho para convênios com entidades profissionais e prevê mensalidades de até R$ 1.234,47 para novos agregados


Por Carlos Nathan Sampaio em 12/06/2026 - 09:57

Ipasgo parentes goiás
(Foto: Reprodução)

A votação do projeto que amplia as possibilidades de parentes na adesão ao Ipasgo Saúde não ocorreu nesta quinta-feira (11), na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) como era esperado. Apesar do adiamento, a proposta enviada pelo governador Daniel Vilela (MDB) continua em tramitação e deve voltar à pauta da Comissão Mista nos próximos dias, antes de seguir para apreciação em plenário.

O texto promove uma das maiores mudanças recentes na estrutura do plano de saúde dos servidores estaduais ao permitir que parentes de até quarto grau de titulares possam ingressar como dependentes. Atualmente, a legislação autoriza apenas familiares de até terceiro grau.

Caso seja aprovado, o projeto passará a permitir a inclusão de parentes como primos, tios-avôs e sobrinhos-netos, ampliando significativamente o universo de beneficiários. Hoje, já podem ser cadastrados filhos, pais, avós, netos, bisnetos, bisavós, tios e sobrinhos.

A proposta foi encaminhada pelo Executivo na última terça-feira (9), mas um pedido de vista apresentado pelos deputados Antônio Gomide (PT) e Major Araújo (PL) adiou a análise do colegiado. A expectativa era que a matéria fosse votada no dia 11, o que não aconteceu.

Segundo o governo estadual, as mudanças são necessárias para adequar o Ipasgo Saúde às exigências estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), especialmente à Resolução Normativa nº 649, publicada em outubro de 2025. A norma ampliou as possibilidades de atuação dos planos de autogestão e estabeleceu regras voltadas à sustentabilidade financeira do setor.

Os novos dependentes serão inseridos exclusivamente na modalidade “Ipasgo Saúde Família”, já que os planos mais antigos não podem receber novas adesões de agregados por determinação da ANS. As mensalidades seguirão a tabela dos planos regulados lançados em abril de 2025, variando conforme a faixa etária.

Para crianças e adolescentes de até 18 anos, o valor será de R$ 214,68. Já para beneficiários com 59 anos ou mais, a mensalidade poderá chegar a R$ 1.234,47. Entre essas faixas, os preços variam progressivamente: R$ 257,63 para pessoas de 19 a 23 anos; R$ 317,74 para 24 a 28 anos; R$ 382,44 para 29 a 33 anos; R$ 465,88 para 34 a 38 anos; R$ 558,19 para 39 a 43 anos; R$ 676,28 para 44 a 48 anos; R$ 815,82 para 49 a 53 anos; e R$ 998,30 para beneficiários de 54 a 58 anos.

Além da ampliação dos dependentes, o projeto também flexibiliza as regras para que sindicatos, associações e conselhos profissionais possam se tornar patrocinadores do Ipasgo Saúde. Com isso, entidades como o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e o Conselho Regional de Medicina (CRM), entre outras, poderão firmar convênios para oferecer acesso ao plano a seus vinculados.

De acordo com o presidente do Ipasgo Saúde, Bruno D’Abadia, a instituição mantém diálogo com cerca de 20 entidades potencialmente aptas a aderir ao modelo. A expectativa é incorporar entre 12 mil e 20 mil novos usuários até o final deste ano.

Atualmente, o Ipasgo possui aproximadamente 585 mil beneficiários e projeta alcançar cerca de 600 mil até o fim de 2026. A ampliação da base de usuários é vista pela gestão como parte da estratégia para fortalecer o equilíbrio financeiro do instituto, que encerrou 2025 com necessidade de uma subvenção estadual de R$ 470 milhões. A meta para este ano é fechar as contas sem a necessidade de novos aportes extraordinários do Tesouro Estadual.

Pesquisa