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Mendanha reserva suplência ao Senado para nome da segurança pública

Pré-candidato diz que escolha busca levar ao Congresso a experiência de Goiás no enfrentamento ao crime organizado


Domingos Ketelbey Por Domingos Ketelbey em 12/06/2026 - 10:15

O pré-candidato ao Senado Gustavo Mendanha, presidente estadual da Federação Renovação Solidária em Goiás, formada por PRD e Solidariedade, anunciou que uma das vagas de suplência de sua chapa será ocupada por um integrante das forças de segurança pública do Estado.

Segundo Mendanha, a decisão foi construída em diálogo com entidades que representam categorias ligadas à área. A escolha ainda não teve o nome anunciado.

“Estamos formando uma chapa com pessoas que possam contribuir de verdade com o mandato. A suplência não pode ser uma escolha apenas formal. Queremos nomes que agreguem valor ao trabalho que será feito no Senado e ajudem Goiás a pautar, com profundidade e responsabilidade, os temas que são prioridade para o nosso estado”, afirmou.

O movimento busca associar a pré-candidatura ao debate sobre segurança pública, tema que voltou ao centro da agenda nacional. Pesquisa Genial/Quaest de junho apontou a violência como a maior preocupação dos brasileiros em relação ao país, com 30% das citações.

Mendanha também tenta ancorar a escolha nos indicadores de Goiás. O Estado fechou 2025 como o quinto com menor taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes, com 11,27 registros, abaixo da média nacional de 15,97, segundo levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgado pela Secretaria de Estado da Segurança Pública.

“Goiás é referência em segurança pública hoje. Ter um representante da segurança pública goiana na nossa suplência é uma forma de fazer com que o estado ocupe seu papel de protagonismo na discussão das soluções para a segurança no país”, disse.

Na avaliação do pré-candidato, o Senado precisa atuar de forma mais firme na construção de leis nacionais, na cooperação entre União e estados e no enfrentamento ao crime organizado.

“O crime organizado deixou de ser um problema local. Ele desafia instituições, domina territórios, movimenta recursos e ameaça a autoridade do Estado. O Senado tem responsabilidade direta nesse debate, porque é ali que se discutem leis nacionais, pacto federativo, orçamento e instrumentos para proteger a população”, afirmou Mendanha.

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