Um dos principais fenômenos astronômicos de 2026 ocorrerá no próximo dia 12 de agosto, quando um eclipse solar total poderá ser observado por milhões de pessoas em partes da Europa e do Hemisfério Norte. Apesar da expectativa em torno do evento, o espetáculo não poderá ser visto do Brasil.
O eclipse será visível em uma estreita faixa que passa pela Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, além de regiões da Espanha e de Portugal. Fora da área de totalidade, o fenômeno poderá ser observado de forma parcial no norte dos Estados Unidos, Canadá, em grande parte da Europa e no noroeste da África.
De acordo com a Nasa, um eclipse solar total acontece quando a Lua se posiciona exatamente entre a Terra e o Sol, bloqueando completamente a luz da estrela por alguns minutos. Já os observadores que estiverem fora da faixa de totalidade enxergam apenas parte do Sol encoberta pela Lua.
No Brasil, no entanto, o alinhamento não poderá ser observado. Isso porque a sombra projetada pela Lua atingirá exclusivamente o Hemisfério Norte, deixando todo o território brasileiro fora tanto da faixa de eclipse total quanto da área de visibilidade parcial.
Um dos pontos de maior destaque será a Espanha, onde o eclipse ocorrerá no fim da tarde. Em algumas localidades, os observadores poderão acompanhar o Sol sendo completamente encoberto momentos antes de desaparecer no horizonte, formando uma das imagens mais aguardadas pelos astrônomos.
Embora os brasileiros não possam acompanhar o eclipse de agosto, especialistas lembram que novos fenômenos do tipo ocorrerão nos próximos anos e poderão ser vistos em diferentes regiões do planeta, dependendo da trajetória da sombra da Lua.
Os astrônomos reforçam ainda que a observação de eclipses solares exige cuidados especiais. A recomendação é utilizar apenas óculos com certificação internacional ISO 12312-2 ou métodos indiretos de observação, como projeções em superfícies. Olhar diretamente para o Sol, mesmo durante um eclipse parcial, pode provocar danos permanentes à retina, conforme alertam a Nasa e a Sociedade Astronômica Americana.












