O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), confirmou nesta quarta-feira (29) que quatro criminosos goianos morreram durante a operação policial realizada pelas forças de segurança do Rio de Janeiro, considerada a mais letal da história. A ação teve como alvo líderes de facções ligadas ao tráfico de drogas, entre elas o Comando Vermelho (CV), e resultou em dezenas de mortes e prisões.
“Só no estado de Goiás havia quatro chefes de facção do Comando Vermelho entre os mortos no combate com as forças de segurança do Rio. Outros estados também têm seus líderes instalados ali. O Rio hoje é um local onde todas as lideranças do Comando Vermelho no Brasil estão concentradas, porque têm um espaço totalmente dominado e imune à ação da Justiça”, declarou o governador.
Caiado relatou ainda que participou de uma videoconferência com os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Mauro Mendes (MT) e Jorginho Mello (SC) para tratar da operação e discutir ações conjuntas de enfrentamento ao crime organizado. Segundo ele, o grupo de chefes estaduais deve se reunir presencialmente no Rio de Janeiro nesta quinta-feira (30) para manifestar apoio ao governador Cláudio Castro (RJ) e às forças de segurança locais.
“Estaremos todos no Rio de Janeiro para prestar solidariedade ao governador Cláudio Castro e oferecer apoio às forças de segurança. É um assunto que atinge também os nossos estados, e o momento é de união para devolver o Rio de Janeiro aos cariocas e às pessoas que vivem sob o domínio do narcotráfico”, afirmou Caiado.
Identificação dos goianos mortos
De acordo com informações, os goianos mortos na operação são Éder Alves de Souza, de 37 anos; Marcos Vinícius da Silva Lima, conhecido como Rodinha; Adan Pablo Alves de Oliveira, de 28; e Rafael Resende Ferreira, de 31. Todos tinham passagens pela polícia e envolvimento com o tráfico de drogas e crimes violentos.
Éder Alves, por exemplo, era investigado por explosões de caixas eletrônicos e condenado por roubo. Em 2017, ele participou de um assalto a um hotel em Caldas Novas, levando R$ 10 mil e celulares de funcionários.
Marcos Vinícius, o Rodinha, tinha uma longa ficha criminal, com registros por adulteração de veículos, receptação, roubo e tráfico. Em 2019, ele roubou um carro e joias em Aparecida de Goiânia e foi condenado em 2024 a mais de oito anos de prisão.
Adan Pablo foi condenado em setembro deste ano por homicídio qualificado em Trindade. Segundo as investigações, ele teria executado um jovem que o denunciou por tráfico de drogas.
Já Rafael Resende, de 31 anos, havia sido preso em 2017 pelo assassinato do filho de um policial militar, motivado por uma dívida de R$ 400.














