O governo federal deu mais um passo no combate aos roubos e furtos de celulares ao anunciar a criação da Base Nacional de Celulares com Restrição (BNCR). A nova plataforma reunirá informações sobre aparelhos roubados em todo o país e será utilizada pelas forças de segurança para identificar dispositivos de origem ilegal e combater o mercado clandestino.
A ferramenta integrará dados de ocorrências policiais, números de identificação dos aparelhos e registros dos proprietários. Com isso, policiais de diferentes estados poderão consultar rapidamente se um celular possui alguma restrição, facilitando investigações e aumentando as chances de recuperação dos dispositivos. “A partir desse decreto, muita coisa vai mudar na atuação do governo federal, dos governos estaduais e também muita coisa vai mudar nas pessoas que ousarem roubar um celular daqui para frente”, disse o presidente no anúncio em São Paulo.
O presidente defendeu a medida para reduzir a violência no País. “A gente quer punir quem rouba, a gente quer punir quem vende, a gente quer punir o crime organizado. Mas é importante que você tenha mais cuidado ao utilizar o celular porque é um patrimônio seu”, afirmou.
De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, os estados começaram a receber orientações para acessar a nova plataforma, que ficará disponível por meio do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e poderá ser integrada aos sistemas locais das polícias.
A iniciativa complementa as ações do programa Celular Seguro, criado para aumentar a proteção dos usuários e reduzir os prejuízos causados pelos roubos de aparelhos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também defendeu medidas para facilitar a devolução de celulares roubados, inclusive por meio das agências dos Correios, em vez das delegacias.
Segundo estimativas do governo, cerca de 2,5 milhões de celulares roubados ou furtados circulam atualmente no Brasil. O número evidencia a dimensão de um mercado ilegal que movimenta grandes quantias de dinheiro e alimenta a prática de crimes patrimoniais em diversas regiões do país.
A expectativa é que a nova base nacional permita maior integração entre as forças de segurança, reduza a comercialização de aparelhos de procedência duvidosa e desestimule os roubos de celulares, um dos crimes que mais afetam a população brasileira.
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