Apesar do fim do recesso, sessões deliberativas só serão retomadas em 10 de agosto; PEC da Segurança Pública e vetos presidenciais também aguardam análise.
O Congresso Nacional encerrou oficialmente o recesso parlamentar na última sexta-feira (31), mas deputados e senadores permanecerão mais uma semana sem votações. A retomada das sessões deliberativas foi adiada para 10 de agosto, em meio ao calendário das eleições de 2026, o que reduz o tempo disponível para a apreciação de propostas prioritárias antes do início da propaganda eleitoral, marcado para 16 de agosto.
Entre os projetos que seguem sem avanço está a PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6×1, defendida por movimentos sindicais e parlamentares da oposição, e a PEC da Segurança Pública, uma das principais iniciativas do governo Luiz Inácio Lula da Silva na área. Também permanecem pendentes medidas provisórias, projetos da agenda econômica do Executivo e vetos presidenciais que aguardam análise do Congresso.
Com os partidos concentrados nas convenções e no registro de candidaturas, previsto até 15 de agosto, a expectativa é de redução do quórum e maior dificuldade para construir acordos políticos nas próximas semanas. Embora Câmara e Senado continuem funcionando administrativamente, a ausência de sessões deliberativas prolonga a paralisação das principais pautas legislativas e aumenta a possibilidade de que temas relevantes sejam adiados para depois do período eleitoral.
A decisão de prorrogar o recesso foi tomada pelos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em comum acordo . O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defendeu que o foco neste momento deve ser a campanha eleitoral .
Cidadãos podem acompanhar a tramitação de projetos de lei, medidas provisórias e propostas de emenda à Constituição pelo site do Congresso Nacional e das Casas Legislativas. A pauta de votações e a agenda de sessões deliberativas são publicadas oficialmente nos portais da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
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