O governador Ronaldo Caiado divulgou um vídeo neste sábado (22) lamentando a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O chefe do Executivo goiano classificou o episódio como “mais um triste capítulo da vida política nacional” e afirmou que Bolsonaro vem sendo submetido, nos últimos meses, a um processo que considera uma “clara tentativa de envergar sua dignidade até o limite que um homem pode suportar”.
Ele critica a justificativa apresentada para a prisão. Segundo o governador, “a suposição de uma fuga a partir de uma vigília é algo tão improvável quanto a suposição da derrubada do Estado Democrático e Direito, promovida por um bando de baderneiros”.
Ronaldo Caiado acrescenta que tampouco considera razoável supor que alguém “com a saúde tão debilitada, que necessita de cuidados médicos permanentes e é monitorado pela Polícia Federal, teria condições de levar a cabo um plano de fuga”.
Caiado diz acreditar e torcer por uma rápida revisão da decisão pelo colegiado do Supremo Tribunal Federal, que, segundo ele, seria “o mais correto”.
O governador goiano manifesta “total solidariedade ao ex-presidente Bolsonaro e à sua família” e afirma que, como “homem temente a Deus”, Bolsonaro terá novamente “força e coragem para enfrentar esse momento extremamente delicado da sua vida”.
Caiado encerra dizendo que “a resposta virá das ruas e do povo nas eleições do ano que vem”.
Outras lideranças bolsonaristas de Goiás já se posicionaram nas redes sociais e a expectativa é que o apoio ao ex-presidente aumente ao longo do dia.
Governadores de direita
A reação de Caiado se somou às manifestações de outros líderes do campo conservador. Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, afirmou que Bolsonaro “é inocente e o tempo mostrará”, classificando a medida como um atentado contra a dignidade humana.
Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, declarou que a prisão revela “insensibilidade do Poder Judiciário” e enviou solidariedade à família do ex-presidente.
Já Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, adotou tom mais duro e chamou a prisão de “revanchismo político” e “arbitrária”, argumentando que Bolsonaro, “isolado e vigiado 24 horas por dia”, não representava risco que justificasse a medida.
As declarações ocorrem em meio ao movimento de reorganização da direita, que já admite que a sucessão de Bolsonaro pode ser antecipada.
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