Os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), e do Pará, Helder Barbalho (MDB), trocaram farpas em entrevista à jornalista Júlia Duailib, no programa Globo News Debate, na noite desta terça-feira (14). A jornalista iniciou perguntando por que o União Brasil de Caiado e o PP de Ciro Nogueira “não deixaram o governo Lula, a ponto de o próprio governo ter de exonerar integrantes dos partidos de cargos”.
“O União Brasil tem lado. Teve um período, até a definição de sair do governo, em que parlamentares participaram do governo (lula). Mas o partido deu um prazo ao Celso Sabino (deputado federal pelo UB do Pará e ministro do Turismo), e abriu processo para expulsão por infidelidade partidária”, argumentou Caiado.
“O partido é oposição ao governo do presidente Lula, porque não tem convergência nenhuma com aquilo que o presidente propõe e da maneira como ele tem governado. Ou seja, aumento da taxa de juros de forma incontrolável, cada vez mais enfiando a mão no bolso do brasileiro”, prosseguiu o governador de Goiás, acrescentando que, em sua opinião, “virou um caos total, onde a pessoa não vê desenvolvimento, não vê cumprimento de promessa e não vê resultado para que, realmente, o Brasil tenha uma perspectiva de sair do engodo que foi essa terceira eleição do presidente, que não cumpre com seus compromissos.”
Em seguida, Helder Barbalho foi questionado sobre o apoio do MDB ao governo Lula, no qual seu irmão, Jader Barbalho Filho, é ministro das Cidades. “Existem diferenças ideológicas que devem ser respeitadas dentro da democracia e de um país que deve valorizar a pluralidade de opiniões. O Caiado analisa a parte vazia do copo, e eu parto do princípio de que o Brasil tem melhorado, comparando estes últimos três anos com os últimos quatro anos que o Brasil viveu”, pontuou o paraense.
“Primeiro, pela valorização de princípios necessários, que são a democracia, o fortalecimento das instituições, a estabilidade e a previsibilidade no nosso país. É necessário que nós possamos deixar de olhar para assuntos periféricos que compõem muito mais o enredo ideológico e enfrentar os reais problemas do nosso país.” Barbalho citou como exemplos de acertos do governo Lula a retirada do país do mapa da fome, a redução do Imposto de Renda para trabalhadores com renda de até R$ 5 mil e a recuperação da malha viária do país.













