O capitão da seleção do Irã, Mehdi Taremi, e o auxiliar Saeed Al-Hawie foram retidos no aeroporto de Los Angeles após o empate em 2 a 2 com a Nova Zelândia na estreia da Copa do Mundo de 2026. A retenção ocorreu durante os procedimentos de checagem de passaportes e vistos, o que atrasou o voo da delegação de volta para Tijuana, no México, onde a equipe está concentrada.
A Federação Iraniana de Futebol afirmou que o tratamento foi semelhante na viagem de ida. A entidade classificou os procedimentos como “injustificadamente atrasados” em ambas as ocasiões. O técnico Amir Ghalenoei fez um desabafo: “Sinceramente, não faço ideia do motivo. Ninguém nos explicou. Acredito que talvez a nossa equipe seja a mais oprimida de toda a Copa do Mundo”.
Além da retenção, o atacante Mehdi Torabi enfrenta outro entrave. Ele recebeu um visto de entrada única e não poderá retornar aos EUA para os próximos jogos sem uma reemissão do documento, que a federação tenta obter.
Críticas e restrições diplomáticas
Antes do torneio começar, diplomatas iranianos já haviam criticado a negativa de vistos para 14 membros da comissão técnica. A acusação foi de “tratamento deliberado e discriminatório”. A Casa Branca justificou as restrições afirmando que não permitiria “que a equipe iraniana use esse sistema para infiltrar terroristas nos Estados Unidos sob falsos pretextos”. A Fifa, até o momento, não se manifestou oficialmente sobre o caso.
Os episódios de restrição à delegação iraniana acontecem em um momento de tensão diplomática entre os dois países. O governo Trump tem adotado uma política de endurecimento em relação ao Irã desde o início da guerra no Oriente Médio. As restrições de visto à equipe iraniana ocorrem enquanto os EUA e Israel mantêm ataques no Líbano, sem que a guerra imponha restrições de deslocamento às suas próprias delegações ou autoridades diplomáticas.
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