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CBF aprova novas regras e quer mais tempo de bola rolando no futebol brasileiro

Medidas entram em vigor imediatamente e buscam reduzir paralisações, aumentar o tempo de bola rolando e padronizar critérios da arbitragem.


Danilo Santana Por Danilo Santana em 11/08/2026 - 14:28

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e os clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro aprovaram, nesta segunda-feira (10), um pacote de mudanças nas regras de arbitragem das competições nacionais. As medidas entram em vigor imediatamente e têm como principal objetivo diminuir as interrupções e aumentar o tempo de bola em jogo.

A decisão foi tomada durante uma reunião realizada em um hotel na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. As alterações serão aplicadas nas Séries A, B, C e D do futebol masculino, na Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino e também na Copa do Brasil.

As novas regras seguem determinações da International Football Association Board (IFAB), órgão responsável por estabelecer e modificar as leis do futebol. Algumas delas já foram utilizadas na última Copa do Mundo.

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CBF quer aumentar tempo de bola rolando

A mudança ocorre a partir de uma preocupação com o tempo efetivamente jogado nas partidas. Segundo a CBF, a Fifa trabalha com a meta de pelo menos 60 minutos de bola rolando por jogo.

No Campeonato Brasileiro, entretanto, a média registrada antes da pausa para a Copa era de 52 minutos e 54 segundos por partida na Série A. Entre as principais ligas europeias, França e Alemanha apresentam os melhores números, com média de 56 minutos e 17 segundos.

Um estudo elaborado pela CBF com dados da empresa Opta estima que as novas medidas podem acrescentar 5 minutos e 49 segundos de bola rolando por partida. Em um cenário mais favorável, o ganho pode chegar a 6 minutos e 22 segundos.

O que muda nas partidas

Entre as alterações está a criação de limites mais rígidos para algumas ações. O goleiro, por exemplo, terá oito segundos para permanecer com a bola nas mãos. Se ultrapassar esse período, o adversário ganhará um escanteio.

Os arremessos laterais também terão limite de cinco segundos. Caso o jogador demore mais do que o permitido, a cobrança passa para a equipe adversária. O mesmo intervalo será aplicado aos tiros de meta, com a contagem iniciada a partir do apito do árbitro. Se houver atraso, o adversário receberá um escanteio.

As substituições também terão controle de tempo. O jogador que deixar o campo terá cinco segundos para sair. Se ultrapassar o limite, o atleta que entrará precisará aguardar um minuto antes de participar da partida.

Outra mudança envolve atendimentos médicos. Quando um jogador receber atendimento dentro do gramado, ele deverá permanecer fora de campo por pelo menos um minuto depois da retomada do jogo.

No caso dos goleiros, o treinador ou capitão indicará um jogador de linha para cumprir esse período fora de campo.

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Apenas o capitão poderá falar com o árbitro

A CBF também adotará uma regra específica para a comunicação entre jogadores e arbitragem. A partir de agora, somente o capitão poderá conversar com o árbitro sobre as decisões tomadas durante a partida.

Quando o capitão for o goleiro, a equipe deverá indicar um jogador de linha para exercer essa função. Atletas que desrespeitarem a determinação poderão receber cartão amarelo.

Outra alteração ganhou o nome de “Protocolo Vini Jr.”. Jogadores que cobrirem intencionalmente a boca durante uma discussão com adversários, impedindo a leitura labial, poderão ser expulsos, independentemente do conteúdo da conversa.

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VAR terá novas possibilidades de revisão

O árbitro de vídeo também terá participação ampliada em determinadas situações. A partir da implementação das novas regras, o VAR poderá revisar um segundo cartão amarelo que resulte em expulsão. Se a análise mostrar que a punição foi aplicada de maneira equivocada, o cartão poderá ser anulado.

A única das dez mudanças que não entra em vigor imediatamente envolve a revisão de escanteios concedidos de maneira errada. A partir de 2027, o VAR poderá analisar esse tipo de lance quando a decisão tiver consequência direta em um gol ou pênalti.

Com as alterações, a CBF pretende padronizar procedimentos, reduzir o tempo perdido durante as partidas e aproximar o futebol brasileiro da meta estabelecida pela Fifa para o tempo efetivo de jogo.

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Danilo Santana

Jornalista e produtor audiovisual baseado em São Paulo. Escreve sobre cultura e esporte.

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