O ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) discutiu com o jornalista Josias de Souza durante entrevista ao vivo ao UOL News, nesta quarta-feira (7), ao ser cobrado pelo apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) depois dos ataques feitos no primeiro turno. Na mesma entrevista, defendeu mudanças na Constituição e classificou o Congresso, a Presidência e o Supremo Tribunal Federal como instituições “apodrecidas”.
O embate começou quando Josias questionou a contradição entre as críticas de campanha e a adesão anunciada na véspera, em Goiânia. Caiado respondeu que respeitava o resultado das urnas e que não ficaria neutro na disputa entre Flávio e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu não sou neutro em nada. Eu nunca fui neutro na minha vida. Eu tenho lado”, afirmou.
Ao rebater a cobrança, Caiado passou a questionar a posição política do entrevistador, acusando-o de petismo e lulismo. Também recorreu à sua trajetória como médico, professor e parlamentar para defender a coerência de sua atuação pública.
Apoio depois dos ataques
Durante o primeiro turno, Caiado questionou a credibilidade de Flávio e explorou suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Josias retomou essas declarações e perguntou se o ex-governador retirava as críticas.
Caiado reafirmou que votará e trabalhará pelo candidato do PL. Sustentou que disputou a eleição para vencer e que, encerrada essa etapa, escolheu um lado entre os candidatos que chegaram ao segundo turno.
A adesão foi formalizada nesta terça-feira (6), em um ato com os governadores Daniel Vilela (MDB), de Goiás, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo. No encontro, o ex-governador prometeu mobilizar sua base pela eleição de Flávio.
Mudanças na Constituição
Caiado também saiu em defesa da declaração de Flávio sobre usar a força da direita no Congresso para mudar a Constituição e promover o que o presidenciável chamou de redemocratização do país.
Na interpretação do ex-governador, a fala se refere a reformas como o fim da reeleição e a adoção de novos critérios para a escolha de ministros do STF. Caiado afirmou que as instituições perderam credibilidade e atribuiu ao próximo presidente a responsabilidade de recuperá-la.
A defesa ocorreu um dia depois do discurso de Flávio em Goiânia. Na ocasião, o candidato afirmou contar com uma composição parlamentar favorável para influenciar a escolha dos presidentes da Câmara e do Senado e aprovar alterações constitucionais, mas não detalhou quais dispositivos pretende modificar.








