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Chegou o momento para a oposição assumir o Goiás?

Coluna de Herivelto Nunes


Redação Tribuna do Planalto Por Redação Tribuna do Planalto em 19/09/2026 - 10:16

Chegou o momento para a oposição assumir o Goiás2 Dr. Sergio Rassi, o nome da oposição para salvar o Goiás
Dr. Sergio Rassi, o nome da oposição para salvar o Goiás. (Foto: Divulgação)

A oposição esmeraldinade Goiás está sumida, ausente em um momento importante na vida do clube, que vive uma das piores crises financeira/administrativa e técnica em sua história. Nem a vitória contra o Botafogo-SP, em Ribeirão Preto, foi capaz de trazer tranquilidade ao elenco, que ainda convive com atrasos no pagamento de salários e direitos de imagem. Com a última mudança no Estatuto, o clube voltará a ter um presidente executivo e as eleições para a escolha dos novos dirigentes acontecem no final do ano.

Não existem nomes ainda para as disputas eleitorais no Goiás. Mas deveriam existir, principalmente pelo lado da oposição, que precisa se manifestar neste momento de crise no “maior do Centro-Oeste”. O momento exige a presença dos opositores ao sistema do time esmeraldino há tantos anos. O modelo atual faliu, o time está em “petição de miséria”, e a atual gestão não tem planos nem projetos para tirar o Verdão dessa situação. Em campo, um time ruim, um treinador pior ainda, que não conseguirão levar o alviverde à primeira divisão do futebol brasileiro. Fora de campo, os atuais dirigentes estão recorrendo pela segunda vez em menos de um ano a empréstimo bancário para colocar as contas da agremiação em dia. Pegam um empréstimo para pagar o outro. Não pode dar certo.

Hora de mudar – O novo estatuto prevê a realização de eleições para escolher os novos dirigentes do clube em dezembro. O sistema eleitoral vigente no Goiás foi feito para eleger a situação para o resto da eternidade. Não existe a possibilidade do registro de duas chapas, sendo uma de oposição. O colégio eleitoral foi montado para registrar somente a chapa de situação. Só há um jeito de mudar esse modelo: uma grande mobilização da oposição e da torcida para alterar  novamente o Estatuto e permitir a participação de todos os associados no processo eleitoral. Talvez por isso, a oposição no Goiás está em silêncio,  ausente, aceitando que mais uma vez o novo presidente executivo venha da escolha do presidente do Conselho Deliberativo, Paulo Rogério Pinheiro.

A família esmeraldina quer mudança, novos nomes, novas idéias para tirar o time dessa letargia que o mantém na série B por três anos, e deve ficar pelo menos mais um ano na segunda divisão. O torcedor quer dirigentes presentes, vibrantes, que apareçam nas derrotas e nas vitórias, que demonstrem querer um Goiás  cada dia mais forte, de volta ao cenário principal do futebol brasileiro, onde já esteve em várias oportunidades. A atual gestão não dá as caras, principalmente nas dificuldades.  Aparecem nas vitórias, desaparecem nas derrotas. A gestão atual não tem competência para salvar o Goiás. Hailé Pinheiro nunca quis seu filho no comando do Goiás, talvez por conhecê-lo e saber de sua incapacidade para o cargo.

É o momento para o Dr. Sérgio Rassi mostrar a cara, assim como Raimundo Queiroz, João Bosco Luz, Vagner Vilela, Dr. Cid de Oliveira e tantos outros   para promoverem o fortalecimento da oposição, exigir mudanças no Estatuto e participar com uma chapa capaz de destituir o atual comando do clube da Serrinha e dar um novo rumo ao time goiano que até hoje  melhor representou o futebol goiano no cenário nacional. O Goiás é somente uma sombra do que já foi em um passado recente. De um clube temido e respeitado, principalmente jogando no estádio Serra dourada, a um time que é goleado constantemente em seu próprio estádio, como já aconteceu várias vezes na temporada de 2026. O torcedor esmeraldino está de cabeça baixa, foi derrotado recentemente pelo maior rival sem oferecer resistência. Em tempos passados, o Goiás batia no Vila sem remorso, ao ponto de acumular uma vantagem de quase 70 vitórias na história do confronto. Esse número está diminuindo, e, se continuar assim, o retrospecto vai se inverter.

O colégio eleitoral do Goiás foi estruturado ainda nos tempos de Hailé Pinheiro para não permitir a volta de dirigentes como Raimundo Queiroz e todos os outros que ousaram contrariar o “grande chefe”. Ainda é o modelo vigente, formado por pessoas ligadas à família Pinheiro, que votam em quem eles indicarem, não havendo espaço para a inscrição de chapas oposicionistas. É isso que precisa mudar, mas essa mudança não virá com a elegância do Dr. Sérgio Rassi, que propõe uma gestão compartilhada com  todas as correntes existentes nos bastidores do Goiás, o que não vai acontecer. A mudança no modelo de gestão do Goiás só virá com a pressão da torcida, da imprensa e dos dirigentes oposicionistas, exigindo a abertura do colégio eleitoral, com a participação de um grande número de pessoas habilitadas ao voto. Atualmente, cerca de 400 Conselheiros podem votar nas eleições do Goiás. Desses, cerca de 250 estão adimplentes, habilitados ao voto. A grande maioria deles são fiéis eleitores de Paulo Rogério Pinheiro, ou de quem ele indicar. Isso precisa mudar.

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Roger Silva, excelente aproveitamento no comando técnico do Atlético Goianiense
Roger Silva, excelente aproveitamento no comando técnico do Atlético Goianiense

Roger Silva, a agradável surpresa do futebol goiano

Quando Adson Batista anunciou a contratação do desconhecido técnico Roger Silva, o sentimento da torcida e de parte da imprensa foi de total desconfiança. Esperava-se um nome do tamanho Atlético, não mais um aprendiz. Alguém à altura de Guto Ferreira, do Vila Nova. Roger Silva chegou com a responsabilidade de recuperar o Dragão, que até aquele momento fazia uma campanha muito ruim na série B e, ao mesmo tempo, provar que estava em condições de levar o Atlético à elite do futebol brasileiro. Roger Silva surpreendeu, perdeu apenas uma partida no comando técnico do rubronegro e tirou o time da 13ª colocação, deixando o Dragão no G6, o grupo que vai disputar os playoffs para se conhecer os dois últimos classificados para a série A em 2027.

Apesar de estar momentaneamente atrás do Vila Nova, o Atlético pratica no momento o melhor futebol entre os clubes goianos na série B. Joga no mesmo nível  tanto no Antônio Accioly e como visitante, em outros Estados, o que não ocorre com o Vila, que não vence fora de Goiânia. Com essa campanha regular, o Atlético pode conquistar uma vaga entre os dois primeiros colocados, deixando para o Colorado a missão de disputar outra vaga via playoff. O Goiás continua sendo o pior goiano na competição. Em crise financeira e administrativa, o alviverde não se acerta em campo, tem o pior técnico entre os três participantes goianienses e deve permanecer na série B na próxima temporada, nada mais do que isso. Roger Silva chegou a ser contestado por Adson Batista no início de sua passagem pelo Atlético, mas logo se consolidou como a surpresa mais agradável do futebol goiano em 2026.

CURTAS

  • O meia Chico Kim, do Mirassol, com passagem pelo Atlético Goianiense, teve números impressionantes no empate do Mirassol com o Vitória-BA. Chico Kim acertou 105 passes na partida e entrou
    Martinelli, do Fluminense, convocado para os próximos amistosos da seleção
    Martinelli, do Fluminense, convocado para os próximos amistosos da seleção

    para o top 5 do quesito no Brasileirão de 2026.

  • Chuvas intensas desafiam os gramados do campeonato brasileiro da série A. Sequência de episódios de chuva forte no Sul e Sudeste, regiões com 85% dos clubes da Série A, aumenta a necessidade de manutenção e faz arenas estudarem mudanças na drenagem dos gramados.
  • Em excesso, a água pode saturar o solo, reduzir sua capacidade de drenagem, diminuir a oxigenação das raízes da planta e comprometer a estabilidade do gramado. A grama fica mais fraca, a superfície do campo fica mais vulnerável ao pisoteio dos jogadores.
  • O volante Martinelli, do Fluminense, foi convocado pelo técnico Carlo Ancelotti para os próximos amistosos da seleção brasileira, contra Austrália e Índia. Ele foi chamado para o lugar do atacante João Pedro, do Chelsea, que sofreu lesão e acabou cortado da lista.
  • O técnico Guto Ferreira não sabe mais o que fazer para que o Vila consiga vencer fora de Goiânia. A última vitória do Tigre longe da capital goiana foi em maio, em Londrina. São 124 dias sem vencer atuando em outros estados da Federação.
  • O Vila é o melhor mandante da série B, se sente confortável no estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, mas longe de Goiânia, o time,  que tem forte vocação ofensiva, não sabe atuar com precaução e se perde diante dos adversários.
  • Um pitaco na política: o que deveria ser o grande comício de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela no Setor Jardim Nova Era, em Aparecida de Goiânia, foi um evento recheado de candidatos e cabos eleitorais a serviço desses mesmos candidatos. A participação da comunidade local não foi relevante.
Redação Tribuna do Planalto

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